Bom desempenho escolar vale vaga no cursinho da USP

O cursinho gratuiuto da USP para estudantes da rede pública vai ter 100 turmas com 50 alunos, que serão selecionados levando-se em conta a menor renda e o melhor desempenho escolar, tanto em aproveitamento quanto em freqüência. As aulas começam em julho e terminam em novembro deste ano.Foi o que explicou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao lançar nesta terça-feira o Programa Pró-Universitário, em solenidade no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo.As aulas do cursinho serão dadas a alunos do terceiro ano do ensino médio, nas próprias escolas públicas da região, nas salas ociosas. Seus professores serão estudantes da USP.Eles receberão bolsa de estudo no valor de R$ 450 por mês. Está prevista a contratação de 630 universitários e professores efetivos, que coordenarão cada disciplina do projeto. O governador confirmou que isso custará R$ 3 milhões anuais ao governo estadual.Sem cotasSegundo o governador, o cursinho é uma resposta à necessidade de melhorar o acesso à universidade para os estudantes carentes. "Enquanto se discute cotas, já estamos atuando na prática, trazendo a USP para a Zona Leste, criando novos cursos, trazendo cursinho de graça e isso vai dar mais um empurrão", disse.Estatísticas da Fuvest mostram que dos quase 150 mil inscritos no vestibular deste ano, 40% vieram de escolas públicas. A taxa de aprovação ficou em torno de 25%. Apenas 1% dos candidatos ao vestibular da Fuvest vêm da Zona Leste.Segundo o reitor da USP, Adolpho José Melfi, outras medidas estão sendo estudadas para melhorar o acesso, como a isenção da taxa de inscrição e a criação de vagas em cursos noturnos. Ele espera que, neste ano, o número de isenções chegue a 60 mil.Campus na zona lesteAlckmin foi à zona leste também para marcar o início das obras do novo campus da Universidade de São Paulo. A primeira etapa da obra, disse, estará concluída no início do ano que vem e os 12 cursos novos terão vestibular já no final do ano."O cursinho vai dar o reforço para que os alunos da rede estadual da zona leste entrem na USP", emendou. As aulas serão dadas por estudantes da universidade.Segundo o governador, apesar da solução adotada pelo governo, as questões das cotas devem ser discutidas com mais profundidade.A zona leste é o maior reduto eleitoral da capital e tem sido palco de várias ações, tanto do governo do Estado quanto da Prefeitura, administrada pela petista MartaSuplicy, candidata à reeleição nas eleições municipais deste ano.

Agencia Estado,

04 de maio de 2004 | 18h29

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