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Bolsonaro diz ter pedido a ministro da Educação para preparar volta às aulas no País

Presidente criticou sindicatos de professores e afirmou que quase todos são compostos por um pessoal de 'esquerda radical'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2020 | 20h42

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 17, que pediu ao ministro da Educação preparar a "volta às aulas" no País,  interrompidas por conta da pandemia do novo coronavírus. Sem entrar em detalhes, ele disse que a ideia é a pasta apenas orientar como deve se dar a retomada das atividades educacionais, uma vez que a decisão sobre quando as escolas poderão funcionar novamente é de Estados e municípios.

"Hoje mandei mensagem até para o ministro Milton (Ribeiro), da Educação, para se preparar, começar a orientar, já que a decisão não é nossa, essa orientação é dos governadores e prefeitos para que se volte às aulas no Brasil. É inadmissível, perdemos o ano letivo", disse durante live semanal no Facebook. Segundo Bolsonaro, o Brasil é o país que está há mais dias sem aulas.

Mais cedo, em audiência com parlamentares, o ministro da Educação afirmou que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar o retorno às aulas. Ribeiro disse que o valor deve beneficiar 116,75 mil escolas públicas e 36,85 milhões de alunos. 

A ideia, segundo ele, é que o recurso sirva para a compra de produtos de higiene desinfecção e reformas das unidades de ensino. A pasta ainda promete lançar um protocolo de biossegurança, como já foi elaborado para a educação superior.

Bolsonaro também criticou sindicatos de professores e afirmou que quase todos são compostos por um pessoal de "esquerda radical". "Para eles está muito bom ficar em casa. Por dois motivos: primeiro que para eles, do sindicato, não trabalha, fica em casa. E outro: colabora para que a garotada não aprenda mais coisas."

Escolas em São Paulo voltam dia 7 de outubro

A Prefeitura de São Paulo permitiu a volta de atividades presenciais extracurriculares em escolas públicas e particulares a partir do dia 7 de outubro. A decisão, como antecipou o Estadão, foi anunciada em coletiva de imprensa do prefeito Bruno Covas (PSDB) nesta quinta-feira, 17. O retorno não é obrigatório para escolas nem para as famílias e valerá para todo o ensino básico (0 a 17 anos). 

O ensino superior foi liberado para voltar com aulas. Já nas escolas, o retorno está previsto para 3 de novembro. Colégios e faculdades da capital estão fechados desde março, como forma de frear a transmissão do novo coronavírus. 

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