Bolsas da Capes devem ter reajuste de 18%

O ministro da Educação, Tarso Genro, anunciou nesta quarta-feira a intenção de reajustar em 18% o valor das cerca de 25 mil bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que há nove anos não têm aumento. Tarso depende ainda do aval da área econômica, mas acredita que não haverá problema, porque a idéia é remanejar recursos do próprio Ministério da Educação.São necessários cerca de R$ 44 milhões. O reajuste de 18% deverá ser retroativo a fevereiro e é o mesmo dado pelo governo no início do ano aos 13 mil bolsistas de mestrado e doutorado do CNPq.Capes e CNPqO anúncio, em janeiro, serviu como prêmio de consolação ao então ministro Roberto Amaral, que pôde dar uma boa notícia antes de deixar a pasta de Ciência e Tecnologia, na reforma ministerial. Para repor a inflação acumulada desde 1995, no entanto, o aumento deveria chegar a 100%, dizem servidores da Capes.Tarso criticou o fato de o aumento ter atingido exclusivamente os pós-graduandos do CNPq, uma vez que os da Capes estão na mesma situação e passaram a receber menos. "Não é adequado por causa da dupla categoria. Fica uma coisa A e B", disse ele, após participar de reunião do Conselho Superior da Capes.A Capes paga R$ 724,52 por mês aos mestrandos e R$ 1.072 89 aos doutorandos. Com o reajuste, esses valores vão se igualar novamente aos do CNPq: R$ 855 (mestrado) e R$ 1.267 (doutorado).Contratação de bolsistasA portaria que autoriza a contratação de bolsistas da Capes e do CNPq como professores temporários em universidades federais e estaduais deve ser assinada no fim deste mês. A medida precisa ser aprovada pelos conselhos da Capes e do CNPq, o que é dado como certo.Há poucos dias, a Capes anunciou que mudaria as regras para permitir este tipo de contratação, hoje proibida. Para assumir qualquer vaga de professor, o bolsista precisa abrir mão da bolsa, o que impede muitos pesquisadores de contribuir com a formação dos alunos nas universidades.

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