Katia Ribeiro Souza
Katia Ribeiro Souza

Avanço de redes educacionais com metodologias padronizadas vira estratégia para escolas

Replicar um projeto pedagógico bem estruturado passou a ser cada vez mais adotado pelas instituições de ensino

Alex Gomes, especial para o Estadão

28 de outubro de 2021 | 05h00

Não há como negar que os meses de escola com portões fechados trouxeram prejuízos para o aprendizado. Mesmo nos casos mais exitosos de ensino remoto, alunos voltam às aulas presenciais com lacunas a serem preenchidas. Nesse contexto, replicar um projeto pedagógico bem estruturado tem sido uma estratégia bastante considerada.

Dados da Associação Brasileira de Franchising relacionados ao 2.º trimestre de 2021 mostram que o faturamento das franquias em serviços educacionais aumentou 30% em relação ao mesmo período em 2020. No ano passado, o faturamento total das franquias no setor foi de R$ 10,9 bilhões. 

A Luminova, rede de escolas do grupo Sistema Educacional Brasileiro (SEB), nasceu em 2018 em São Paulo e, no ano seguinte, lançou sua franquia. Atualmente conta com cinco unidades, quatro na capital e uma em Sorocaba, no interior paulista. O grupo prevê chegar a 2023 com 60 escolas atendendo 60 mil estudantes. 

Todas as unidades devem seguir a mesma proposta pedagógica e os mesmos requisitos de estrutura física. O padrão arquitetônico prevê que as unidades tenham uma área mínima de 3,5 mil m² e paredes modulares, de forma que os espaços possam ser reconfigurados rapidamente sem a necessidade de obras. 

Quanto à proposta educacional, está baseada em cinco pilares: Metodologias ativas; Inglês todo dia; Tecnologia aplicada; Professor influenciador; e Estrutura e segurança. Um dos destaques da proposta é o uso de tecnologias e métodos que engajam os alunos no aprendizado, como a gamificação. Na Luminova, as turmas são chamadas de squad, termo em inglês para esquadrão, e ganham pontuações coletivas por meio de desafios semanais nos quais mostram que assimilaram os temas estudados.

“Com a gamificação, é comum vermos os alunos passarem a gostar de determinadas disciplinas que antes não iam bem. Além do estímulo ao trabalho em equipe, combatemos problemas como o bullying, pois, para que a sala tenha sucesso nas tarefas, ninguém pode ser segregado”, diz Nathan Schmucler, diretor geral da rede de escolas.

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