Autonomia virá por decretos e portarias, diz Tarso

O ministro da Educação, Tarso Genro, deverá enviar o projeto da reforma universitária ao Congresso em dezembro e não mais em novembro, para poder negociar antes com os reitores das universidades públicas questões como as ligadas à autonomia universitária. Segundo Tarso, a autonomia vai ser instituída pouco a pouco, mediante decretos, portarias e medidas administrativas.O atraso na entrega do projeto foi um pleito apresentado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) no encontro de quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro no Palácio do Planalto. Segundo Tarso, o entendimento fez parte da negociação do governo com os dirigentes para viabilizar a autonomia, pleito histórico da Andifes.O ministro afirmou ainda que a conversa entre o presidente e os dirigentes das universidades foi importante para acabar com o mal-estar no relacionamento com as instituições, depois de sucessivos desentendimentos."A relação com as universidades estava extremamente instável desde o momento em que o ministro Cristovam (antecessor de Tarso) colocou, juízo que eu não discuto, que era melhor as universidades terem um ministério separado do MEC", disse ele.Tarso citou também outros dois focos de desentendimento com as universidades: o fato de o governo não ter reagido, no fim do ano passado, contra uma queda de 50% do custeio das universidades e a falta de uma boa articulação dentro das federais na questão da reforma do ensino superior.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2004 | 14h10

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