Ausentes do Exame Nacional de Cursos precisam se justificar

Mais de 400 mil universitários fizeram neste domingo, dia 12, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Responsável pela realização da prova, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) informou que quem faltou ao exame terá de justificar a ausência sob pena de ser impedido de colar grau. Um balanço deverá ser divulgado nesta segunda, 13, pelo INEP.O prazo para envio das justificativas é 31 de dezembro. Elas serão analisadas e julgadas por uma comissão nomeada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Na justificativa devem ser anexados documentos que comprovem a impossibilidade de comparecimento, como boletim de ocorrência, atestados e laudos médicos. As justificativas devem ser encaminhadas ao INEP, localizado na Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Anexo II, 4º andar - sala 422, Cep 70047-900, Brasília, Distrito Federal. Segundo o INEP, 488.883 universitários estavam aptos a realizar o Enade. Eles estão inscritos em 1.613 instituições de ensino. São ingressantes e concluintes dos cursos de administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, formação de professores (normal superior), música, psicologia, secretaria executivo, teatro e turismo. AvaliaçãoO presidente do INEP, Reynaldo Fernandes, defendeu a realização do exame e disse que essa é uma forma de verificar a qualidade dos cursos. "Esse é um instrumento importante para a avaliarmos a qualidade do curso que está sendo oferecido", afirmou. "Somente com um diagnóstico preciso da situação existente é possível sanar eventuais problemas", acrescentou. Fernandes acredita que os estudantes terão benefícios no mercado de trabalho se o curso for bem avaliado. "Ser formado por uma instituição bem avaliada dá peso ao currículo do jovem profissional", disse.O presidente do INEP afirmou que o exame não avalia os estudantes, mas a instituição. Isso porque o desempenho do aluno não aparece no histórico escolar e a nota não é divulgada. Fernandes disse que, ao avaliar os ingressantes e os concluintes, é possível verificar se a instituição contribuiu com o processo de aprendizagem dos alunos. Em Brasília, ocorreram alguns protestos. Mas os estudantes, em geral, concluíram rapidamente a prova. Quando ainda faltava uma hora para o fim do exame, a maioria dos alunos já tinha deixado a sala de aula. Alguns universitários reclamaram do tamanho da prova e do excesso de questões discursivas.

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