Agliberto Lima/Estadão
Agliberto Lima/Estadão

Aumento de candidatos na 2ª fase da Fuvest exige melhor preparo

Etapa de conhecimento específico do vestibular da USP passa a ter quatro alunos por vaga, em vez de três

Eduardo Geraque, especial para o Estado

18 Outubro 2018 | 03h30

SÃO PAULO - As novas regras da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que classifica para a Universidade de São Paulo (USP), para este ano tendem a alterar a preparação dos alunos para as provas. Uma das principais mudanças está na segunda fase. Em vez dos tradicionais três dias seguidos de exames, agora serão dois. 

A primeira fase, onde todos os candidatos são submetidos a uma prova de conhecimentos gerais, com 90 testes, que incluem as disciplinas obrigatórias do ensino médio (Biologia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Português e Química), não vai mudar.

“A redução para dois dias na segunda fase, que deixa de lado conhecimentos gerais, e o aumento do número de candidatos em disputa, reforça a importância de o candidato dominar as disciplinas mais próximas da carreira escolhida”, diz Nelio Bizzo, professor titular de Metodologia de Ensino da Biologia da USP e ex-membro do Conselho Curador da Fuvest. 

Assim, a competição na segunda fase entre os candidatos aos cursos de Medicina, diz Bizzo, será muito grande em disciplinas como Biologia. A Fuvest vai convocar quatro alunos por vaga para a segunda fase, em vez de três como ocorria. Por causa disso, o especialista não tem dúvidas de que os candidatos vão ter de fazer “uma preparação mais aprofundada e atualizada” dos temas específicos da carreira escolhida. Ação que será fundamental para obter bons resultados.

Três caminhos: inscrição por modalidade

A Fuvest adota inscrições por modalidade em 2019, nos mesmos moldes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Assim, ao concorrer a uma vaga no curso escolhido, o vestibulando terá três opções para se inscrever na seleção: Ampla Concorrência (AC), Ação Afirmativa Escola Pública (EP) e Ação Afirmativa Preto, Pardo e Indígena (EP-PPI). Com essa reserva de vagas, deixa de existir o bônus para alunos de escola pública ou de cotas raciais.

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