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Aulas remotas exigem inclusão digital e apoio ao aluno

Instituições buscam oferecer acesso à internet para os estudantes carentes

Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
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31 de janeiro de 2021 | 08h00

Uma vez que o ensino vai continuar ocorrendo no modo virtual, as instituições vêm adotando algumas medidas com o objetivo de auxiliar os estudantes durante este período e tentar garantir o acesso de todos às aulas remotas.

Desde o início da pandemia, a USP distribuiu a alunos de graduação e de pós-graduação com carências socioeconômicas mais de 2 mil kits de internet. O combo engloba um chip para celular ou um modem portátil com interface USB, para 60 GB e mínimo de 100 horas-aula por mês.

A Unicamp priorizou os estudantes que são beneficiários dos projetos de inclusão, como cotistas, indígenas e refugiados. Cerca de 400 alunos receberam chips, que foram enviados também pelos correios para aldeias e para estudantes de outros Estados, inclusive na Amazônia.

Além disso, cerca de 900 estudantes foram atendidos desde o início da quarentena com o empréstimo de equipamentos, como tablets e notebooks. “Neste momento, voltamos a captar recursos. Estamos buscando novas alternativas para atender as demandas referentes ao primeiro semestre de 2021. Está em processo de aprovação o Programa de Inclusão Digital para alunos Ingressantes da Unicamp (Pidiu),  destinado aos selecionados em determinados programas, como o de apoio social”, afirma a professora Dora Maria Grassi Kassisse, uma das responsáveis pelo Pidiu. Em Campinas, as bolsas de auxílio-transporte, de aproximadamente R$ 200 por mês, foram transformadas em auxílio emergencial durante a pandemia.

“São cerca de 2 mil bolsas que possibilitam que o aluno gaste esse valor naquilo que ele quiser e precisar, como internet ou alimentação. É importante não deixar nenhum estudante para trás, para que todos possam ter as mesmas oportunidades. A desigualdade no País é imensa, e precisamos trabalhar no sentido de poder mitigar essas disparidades e buscar que todos tenham possibilidade de acesso. A universidade deve estar aberta a ajudar todos os estudantes que precisam de auxílio neste momento. E continuará assim neste ano para os que estão chegando”, observa o reitor [da Unicamp] Marcelo Knobel.

Ao longo de 2020, os alunos da Unesp também receberam chips de telefonia móvel para acesso à internet (2.221), e foi ampliado em 27% o número de auxílios mensais fixos de permanência estudantil, chegando a 2.970. Também foi autorizada a concessão de um valor maior de subsídio-alimentação aos estudantes das moradias estudantis.

“Em 2021, a Unesp deverá fornecer uma rede de proteção ao estudante, com o reforço das equipes de saúde nos campi, além de adequações de infraestrutura física e didática para atender as demandas específicas dos cursos, no sentido de propiciar um ambiente de acolhimento e cuidados com a saúde mental e física de nossa comunidade”, afirma Maysa Furlan, vice-reitora da Unesp.

Na Unifesp, segundo a pró-reitora de Graduação, para os calouros em situação de vulnerabilidade socioeconômica haverá o chip para acesso à internet e um pacote de dados do programa Alunos Conectados do MEC. A ideia também é garantir para o primeiro semestre de 2021 a continuidade do aluguel de equipamentos, como notebooks e chromebooks, conforme foi feito em 2020, mas isso ainda está condicionado a aprovação.

Na UFABC, o Programa de Apoio ao Estudante, na modalidade Auxílio Inclusão Digital, proporcionou o empréstimo de equipamentos de informática (notebooks) para estudantes da graduação ou pós-graduação com renda per capita de até um salário mínimo e meio.

 

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