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Após adiamentos, aulas da Uerj vão começar na próxima segunda-feira

Ano letivo foi adiado por 82 dias sob argumentação de que falta de serviços básicos comprometia manutenção das atividades

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 20h34

RIO - A direção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiu iniciar as aulas de 2017 na próxima segunda-feira, dia 10. Previsto para começar em 17 de janeiro, o ano letivo foi adiado por 82 dias sob alegação de que, sem serviços de limpeza e segurança, entre outros, comprometidos pela falta de pagamento pelo governo estadual, o câmpus não oferecia condições para receber os alunos.

Inicialmente as aulas foram adiadas semana a semana - para o dia 23 de janeiro, 30 do mesmo mês, 6 de fevereiro, 13 e assim por diante. Depois, o adiamento foi estendido de forma indefinida, e irritou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que chegou a tentar cortar o salário de professores e funcionários. Muito criticada no meio acadêmico, a medida acabou proibida pela Justiça.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 7, a reitoria da Uerj informa o retorno às aulas na segunda-feira e afirma que dois aspectos fundamentaram essa decisão: "o significativo avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e a preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do Colégio de Aplicação".

"Apesar de não ter ocorrido o pagamento das bolsas estudantis, em particular das bolsas-permanência; apesar de não ter sido divulgado o calendário para pagamento dos salários dos servidores docentes e técnico-administrativos, por seu caráter, inclusive, de viabilização da frequência à Universidade, o que é essencial para a restauração da plena normalidade do nosso cotidiano, a Reitoria optou pela retomada das aulas", afirma a nota. "Reitera contudo a grande preocupação de toda a comunidade acadêmica com essa devida regularização", completa a reitoria da Uerj.

As aulas que vão começar são referentes ao segundo semestre de 2016. Paralisações ocorridas no ano passado impediram que aquele período escolar fosse cumprido.

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