Audiência sobre o Enem 2011 termina em Fortaleza

Presidente do Inep foi à capital cearense defender posição contra anulação da prova em todo o País

Estadão.edu

31 Outubro 2011 | 13h07

Terminou por volta das 13h30 (horário de Brasília), em Fortaleza, a audiência da presidente do Inep com o juiz federal Luiz Praxedes Vieira. Malvina Tuttman foi à capital cearense apresentar sua posição sobre o pedido do Ministério Público Federal de anulação total do Enem ou de 13 questões da prova, idênticas a de material distribuído aos alunos do Colégio Christus nas vésperas do exame.

 

O pedido do procurador da República Oscar Costa Filho foi feito depois que alunos do Christus revelaram ter apostilas ("TDs", ou trabalhos dirigidos) com questões idênticas às que caíram no Enem. Um álbum no Facebook com dez fotos das apostilas foi publicado no começo da noite de terça-feira, 25, e revelado em primeira mão pelo Estadão.edu na manhã de quarta-feira, após comprovada sua veracidade.

 

A presidente do Inep dará entrevista coletiva à imprensa às 16h (horário de Brasília; 15h em Fortaleza). O instituto deve soltar uma nota sobre a audiência em poucos minutos.

 

Na sexta-feira, 28, o juiz Vieira da Silva, da 1.ª Vara da Justiça Federal no Ceará, prometeu dar sua posição sobre o caso ainda nesta segunda-feira, 31.

 

Procurador

 

Costa Filho propôs o cancelamento do Enem ou a anulação de 13 questões da prova por meio de ação civil pública. Embora o procurador fale em 13 questões, o MEC já admitiu que os estudantes tiveram acesso prévio a 14 itens do exame.

 

Ao contrário do que o MEC anunciou, que fará uma nova aplicação do Enem somente para alunos do Christus, Costa Filho disse que o ideal seria a anulação do exame, total ou parcial, no País inteiro. "O concurso é nacional. A quebra da igualdade foi para todos. Vão fazer exame de DNA para saber quem teve ou não acesso às questões vazadas?", ironizou.

 

Segundo o procurador, obrigar apenas os alunos do Christus a refazer o Enem é puni-los antecipadamente por algo que ainda está sendo investigado. "É preciso corrigir no plano onde houve a contaminação. Do contrário, estão apenas elegendo bodes expiatórios

 

* Atualizada às 14h15

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