Audiência na Câmara discutirá problemas do Enem

Ministro da Educação, Fernando Haddad, foi convidado para dar explicações

Agência Câmara

17 Novembro 2011 | 15h49

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara realiza na terça-feira, 22, audiência pública sobre os problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi convidado para explicar as medidas que foram tomadas para evitar prejuízos para os estudantes e as ações preventivas que serão adotadas para evitar novos problemas no futuro. A audiência foi proposta pelos deputados Duarte Nogueira e Vanderlei Macris (ambos do PSDB-SP).

Desde a mudança no sistema de avaliação em 2009, o Enem vem enfrentando problemas com vazamentos de questões, furtos de provas e erros de impressão. Neste ano, o principal problema foi o vazamento, em Fortaleza, de 14 questões da prova aplicada em todo o País. 

O caso foi revelado pelo Estadão.edu em reportagem publicada três dias depois do Enem, em 26 de outubro. A matéria falava de um álbum de fotos no Facebook que mostrava os simulados do Christus distribuídos por um professor.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região decidiu anular as questões apenas para alunos da escola cearense, onde as questões foram antecipadas. O Ministério Público Federal entrou com recurso contra a decisão do TRF, mas perdeu ontem (quarta-feira).

Medidas do MEC

Na audiência de terça, os deputados querem informações sobre custos das provas e as medidas adotadas contra colas e vazamento de questões. O deputado Duarte Nogueira, líder do PSDB, quer saber quais medidas foram adotadas desde 2009 para evitar a repetição dos problemas com o Enem. 

"O Ministério mais uma vez inviabiliza a vida de milhares de alunos. [A audiência] É uma oportunidade de cobrar do ministro por que todo ano o Enem acaba dando problemas, e por que o Ministério da Educação não tem tido condições para colocar em prática um Enem que funcione adequadamente".

Segundo Duarte Nogueira, é preciso também saber por que a empresa que organizou a aplicação da prova foi contratada sem licitação. O parlamentar afirma que o MEC pagou R$ 372,5 milhões pelo serviço - valor três vezes superior ao que foi gasto no exame do ano passado.

A audiência está marcada para as 14h30. O local ainda não foi definido.

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