Toru Hanai/Reuters-26/9/2011
Toru Hanai/Reuters-26/9/2011

Atualidades na Fuvest: Crise econômica

Como em 1929, crise tem raiz no excesso de crédito, mas medidas dos governos evitaram o pior

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

25 Outubro 2011 | 00h32

A quebra do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro 2008, marcou o início de uma crise que ainda abala a economia mundial e põe em xeque o papel de moedas como o dólar e o euro. Este ano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve de arrancar do Congresso um acordo para elevar o teto da dívida pública – se isso não ocorresse, o governo dos EUA ficaria paralisado, incapaz de pagar programas assistenciais ou o salário de funcionários públicos.

Do outro lado do Atlântico, a União Europeia socorreu a endividada Grécia, que corria (e ainda corre) risco de quebra. Para Leandro Modé, repórter de Economia do Estado, são essas intervenções dos governos que impedem a crise de ser tão devastadora quanto a de 1929.

“A crise de hoje é tão grave quanto aquela de 29, mas as autoridades tomaram medidas para impedir a repetição desse cenário”, diz Modé. A crise travou o mercado global de crédito: os bancos passaram a emprestar bem menos. Com isso, as pessoas ficam sem dinheiro para consumir e as empresas sem dinheiro para investir. “Um círculo vicioso, causando uma paradeira geral na economia”, descreve o repórter. 

Na causa de ambas as crises o excesso de crédito teve um papel importante. “Na Europa, hoje o problema está na capacidade de alguns governos de honrar suas dívidas, mesma situação em que o Brasil esteve nos anos 1980”, diz Modé. Esses países são hoje pejorativamente conhecidos pela sigla PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha (escrita Spain em inglês).

Nos Estados Unidos, a crise pode ter sérias consequências eleitorais. “O desemprego lá hoje é por volta de 10%, índice historicamente alto para os EUA. Por isso, o presidente Obama tem sido mal avaliado, o que indica dificuldades para seu projeto de reeleição em 2012”, avalia Modé.

NA FUVEST: Questão visual

A crise financeira e suas consequências pode ser abordada em alguma questão que use gráficos, tabelas, mapas ou outros recursos visuais

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