Marcus Yam/NYT-11/9/2011
Marcus Yam/NYT-11/9/2011

Atualidades na Fuvest: 10 anos do 11/9

Guerra ao Terror é marcada por crescente radicalismo de ambos os lados

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

24 Outubro 2011 | 23h54

O ano de 2011 marca os 10 anos do maior ataque terrorista da história e da consequente Guerra ao Terror, com as invasões do Afeganistão (2001) e do Iraque (2003), lideradas pelos Estados Unidos. O editor de Internacional do Estado, Roberto Lameirinhas, destaca como desdobramentos o crescimento do radicalismo islâmico e a ascensão da xenofobia e dos partidos de direita na Europa. Lembra também a comoção gerada pelo terror na sociedade americana.

 

O crescimento desse conceito e da sua vinculação com o Islã criou dificuldades para movimentos de libertação nacional, como o palestino, ressalta o editor. “A Guerra fortaleceu a ideia de que o terror deve ser erradicado a qualquer preço”, afirma. A Operação Gerônimo, que em maio matou Osama bin Laden em seu esconderijo em Abbottabad, é um reflexo desse conceito. Foi realizada no Paquistão, parceiro dos Estados Unidos, sem prévio aviso.

 

Os ataques de 11 de Setembro desencadearam uma mudança radical na política externa americana, e, elevando o terrorismo à condição de principal tópico da agenda internacional, mudaram o eixo da diplomacia global.

 

 

O portal do Estado publicou um especial sobre os ataques terroristas (http://topicos.estadao.com.br/11-de-setembro). Lá, você pode ler que “a escassez de explicações para o 11 de Setembro fez do cientista político Samuel Huntington o profeta do momento. Ele passou os anos 90 defendendo que o mundo pós-Guerra Fria seria marcado por conflitos entre identidades culturais, entre as quais a islâmica era a mais encrenqueira. As democracias ocidentais, pluralistas e liberais, seriam sua nêmesis. O choque de civilizações foi a primeira sequela do 11 de Setembro: um surto de islamofobia”. O texto também lembra que a Guerra ao Terror “consumiu US$ 5 trilhões e contribuiu para o buraco nas contas públicas do país. Pior do que o déficit econômico, porém, foi o desgaste moral. Para trancafiar terroristas capturados, os EUA criaram um centro de detenção em Guantánamo, Cuba, até hoje um espinho na garganta da nação que era arauto dos direitos humanos”. Na página eletrônica, você confere análises, fotos e vídeos.

 

NA FUVEST: Intolerância

 

Pode cair questão que relacione os atentados de 11/9 à intolerância com diferenças culturais e religiosas

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