Atraso também é problema em países desenvolvidos

O atraso no uso de novas tecnologias de informação na educação não é coisa de terceiro mundo. Estudo recentemente divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que os países mais desenvolvidos investiram milhões em recursos tecnológicos para suas escolas mas que, no dia-a-dia, os alunos fazem pouco uso deles.O documento analisa dados de 14 países e revela que menos de 20% dos estudantes de ensino médio freqüenta escolas com salas de equipamentos suficientes para todas as turmas. Em 11 dos países pesquisados, diz o relatório, a falta de computadores em número suficiente para os alunos foi citada como o maior obstáculo ao uso de TI na educação.Os países analisados foram Bélgica e Flandres, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Itália, Noruega, Suécia, Suíça, Espanha, Irlanda, Portugal, Coréia do Sul e México. Os três últimos não são enquadrados como nações desenvolvidas, mas isso não distorce os dados dos países mais ricos.A Coréia, aliás, está junto com a Dinamarca e a Suécia nos melhores índices de uso de computadores por professores: 60%. No cômputo geral dos 14 países, apenas cerca de 20% dos estudantes disseram usar ?muito? os computadores como ferramenta adicional de estudos, e ?uma minoria? dos professores usa regularmente estes equipamentos. leia também Universidade demora a usar tecnologia na educação Instituições precisam repensar modelo de ensino

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