MARCELO D. SANTS/ESTADÃO
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Atos por problemas no Fies reúnem 300 alunos na zona leste de SP

Os alunos se reuniram em áreas externas das universidades por volta das 11h30; outro está marcado para ocorrer às 19h

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 16h25

Cerca de 300 estudantes das universidades Anhembi Morumbi e São Judas Tadeu, ambas da zona leste de São Paulo, fizeram protesto na manhã desta terça-feira, 17, em repúdio às mudanças no programa de financiamento estudantil do governo federal, o Fies.

Os alunos se reuniram em áreas externas das universidades por volta das 11h30. De acordo com um dos organizadores, um abaixo-assinado pela normalização do financiamento, que circulou pelos estudantes, teve 120 assinaturas na São Judas Tadeu e outras 180 na Anhembi Morumbi. "Fazer mudanças no Fies no meio do processo de matrícula é muito ruim. Muitos não conseguem o aditamento e nem novos contratos", disse Anderson Silva, de 29 anos.

Outro ato nas mesmas instituições está marcado para ocorrer às 19h. De acordo com Silva, muitos dos estudantes se aproximaram da manifestação para tirar dúvidas, já que muitos ainda acreditam que os problemas para efetuar matrículas e renovações de contrato estão relacionados às faculdades, e não ao Fies. "É um processo de conscientização desses alunos".

Outros protestos. Além dos dois atos, estudantes organizam pelas redes sociais uma manifestação na próxima quinta-feira, 19, na Uninove Barra Funda e Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). Eles discutem também um ato unificado na próxima semana, que reuniria universitários de pelo menos nove instituições na Avenida Paulista - Anhembi Morumbi, São Judas Tadeu, FMU, Uninove, Unip, Unicastelo, Faculdade Sumaré, Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). A data e o horário dessa manifestação ainda não foram definidos. 

Mudanças. Manifestações contra as medidas do governo federal em relação ao Fies começaram a surgir depois de os alunos não conseguirem renovar suas matrículas nas instituições de ensino. Na FMU, unidade Liberdade, por exemplo, estudantes chegaram a passar a noite em filas para regularizar suas inscrições . As instituições têm alegado instabilidade no SisFies, sistema que opera o financiamento além de limitações no número de matrículas por curso e teto no reajuste das mensalidades, que é de 6,4%.

No final de 2014, o governo federal criou restrições ao Fies. As mudanças tinham como objetivo economizar gastos públicos com o programa. O Ministério da Educação restringiu novos contratos e renovações com o teto de reajuste de mensalidade - o que foi derrubado na Justiça. Determinou ainda nota mínima de 450 pontos no Enem para que o estudante tenha acesso ao financiamento. Ontem, a presidente Dilma admitiu que houve "erro" no programa, ao delegar o controle das matrículas às instituições, e prometeu criar um sistema único para o Fies, assim como ocorre nas universidades federais com o Sisu.  

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