Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Ato contra fechamento de escolas bloqueia Avenida Paulista

Às 17h30, protesto convocado pela Apeoesp encontrou outra passeata, também contra a reorganização das escolas, do MTST

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2015 | 17h50

Atualizado às 18h43

SÃO PAULO - Professores e alunos em manifestação contra a reorganização na rede estadual de São Paulo e o fechamento de 94 escolas fazem passeata na tarde desta quinta-feira, 29, pela Avenida Paulista. Cerca de 50 mil pessoas participam do ato, segundo a Apeoesp, sindicato dos professores que organizou a manifestação. A Polícia Militar não tinha estimativa de participação até as 18h40.

Às 17h30, o ato encontrou outra manifestação, também contra a reorganização das escolas, puxado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), na altura da Rua Augusta.

Com dois carros de som, faixas e cartazes, os manifestantes ocupavam às 18h a Rua Consolação no sentido centro. Eles ocupavam quase toda a extensão da avenida. Às 18h30, eles chegaram na Praça da República, sede da Secretaria de Estado da Educação.

Mais de 20 alunos da Escola Estadual João Dias de Oliveira, do Tatuapé, vieram para o ato. "Minha sala já tem 49 alunos. Fecharam noturno aqui e eu estudo à tarde, porque não deixaram ficar de manhã", diz a estudante Ingrid de Oliveira, de 15 anos, aluna do 1° ano do ensino médio da unidade. "Juntar escolas vai lotar ainda mais as salas", completa a aluna Leticia Carolina Conceição, de 15 anos, da mesma escola.

A mudança de turno, da manhã para a tarde, é o medo da estudante Estefane Coelho, de 16 anos. "Nossa escola já não é boa, mas tem duas quadras. Era preciso reformar, não encher mais a sala", diz ela, aluna do 2° ano ensino médio da Escola Adolfo Casaes Monteiro, na zona sul. A unidade será desativada.

Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel, a divulgação da lista de escolas reforçou que o argumento do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de que a reorganização vai melhorar a qualidade é "enganação". "A lista mostrou que o que falávamos era verdade. Vão fechar um monte de escolas de ciclo único.  Nove delas são de ensino médio", disse ela.

"Tudo mostra que essa reforma é só para reduzir custos, não tem por que fechar essas escolas", completa o secretário geral do sindicato, Leandro de Oliveira.

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