Mariana Mandelli/AE
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Astronauta brasileiro começou a carreira em curso profissionalizante

O ideal é que aluno acabe o ensino médio com um curso profissionalizante integrado, diz Marcos Pontes

Mariana Mandelli, Enviada especial

06 Outubro 2011 | 19h16

LONDRES - O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, começou sua carreira com um curso técnico. Hoje, Pontes é embaixador do WorldSkills, maior evento de ensino profissionalizante do mundo – cargo conquistado em 2007, quando foi convidado para um congresso de líderes dos países participantes do evento.

“Meu primeiro emprego, com 14 anos – eu tinha que ajudar em casa –, foi por meio de um curso de aprendizagem industrial do Senai, que era dentro da rede ferroviária federal” conta ele, que é de Bauru, a 350 quilômetros de São Paulo. “Eu era eletricista de locomotivas.”

Pontes é a favor da educação continuada – ele afirma que estuda cerca de duas horas por dia –, mas ressalta que um curso profissionalizante logo no início da carreira dá embasamento econômico, para conseguir um emprego, e pessoal, já que o aluno adquire auto-confiança. “O importante é ter uma profissão”, diz. “A cada passinho que você dá, você enxerga mais longe. A educação te leva onde você quiser, até ao espaço.”

Ele acha que o ideal é que o aluno acabe o ensino médio com um curso profissionalizante integrado, mesmo que isso custe um ano a mais na formação, o que ajudaria no próprio desempenho na universidade. “E vale como um teste também, para você saber se quer mesmo aquela profissão”, afirma.

* A repórter viajou a convite do Senai/CNI

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