Associação de professores vê 'risco à democracia da PUC-SP'

Docentes pedem que Dirceu de Mello, 1º colocado em eleição, continue no cargo de reitor

Marcio Dolzan, Especial para o Estadão.edu,

14 Novembro 2012 | 01h57

A Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc) divulgou nesta terça-feira, 13, uma nota criticando a nomeação da professora Anna Cintra, terceira colocada na eleição, como reitora da universidade. Anna Cintra foi escolhida para o cargo pelo cardeal d. Odilo Scherer, grão-chanceler da PUC-SP e presidente do Conselho Superior da fundação que administra a instituição de ensino.

 

O documento, assinado conjuntamente com a Associação dos Funcionários Administrativos da PUC-SP, afirma que as duas entidades não reconhecem Anna Cintra como reitora e que serão tomadas "todas as providências possíveis e necessárias para que prevaleça a vontade da comunidade puquiana", que apontou Dirceu de Mello, atual reitor, como o candidato mais votado na consulta à comunidade acadêmica, em agosto.

 

Uma reunião dos professores foi marcada para esta quarta-feira, 14, na frente da reitoria, para discutir a questão. O local foi ocupado por estudantes na noite desta terça.

 

Confira a íntegra da nota:

 

"NOTA URGENTE! A Democracia da PUC-SP está em risco.

 

D. Odilo Scherer, grão chanceler da PUC-SP, resolveu afrontar os princípios democráticos que sempre nortearam a nossa universidade: resolveu nomear ao cargo de Reitor a candidata menos votada, a professora Anna Cintra. Isso nunca aconteceu antes em nossa universidade.

 

A Apropuc e a Afapuc não se curvarão ante a política de fato consumado. Assim como resistimos, no passado, aos golpes assestados pela ditadura militar, resistiremos agora à tentativa de liquidar a democracia universitária orquestrada pela Fundação São Paulo.

 

Declaramos não reconhecer na professora Anna Cintra a reitora da PUC. Reiteramos o nosso respeito ao resultado das urnas, que sagrou o Prof. Dirceu de Mello o vencedor. Vamos adotar todas as providências possíveis e necessárias para que prevaleça a vontade da comunidade puquiana.

 

Não ao golpe!

Não à ditadura!

Viva a democracia!

Longa vida à PUC combativa, autônoma e soberana!"

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