Assinado acordo que prevê a alfabetização de 27.600 sem-terra

Jovens e adultos analfabetos que vivem em assentamentos ou acampamentos de sem-terra participarão do programa Brasil Alfabetizado do Ministério da Educação. Um convênio assinado nesta segunda-feira entre representantes do MEC e Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca-SP) garantirá recursos para formar 1.840 alfabetizadores que ensinarão 27.600 pessoas com mais de 15 anos a ler e escrever. O maior desembolso caberá ao MEC, no valor de R$ 3,3 milhões, mas a Anca entrará com R$ 33,4 mil de contrapartida. Este é o primeiro convênio do Brasil Alfabetizado que beneficiará militantes do Movimento dos Trabalhadores dos Sem-Terra (MST). Um dos líderes do MST, João Pedro Stédile, disse que o movimento tem três cercas para derrubar: a do latifúndio, a do capital e a da ignorância. Segundo ele, o programa de alfabetização pode ajudar a vencer a ignorância.Os sem-terra e assentados terão no mínimo 200 horas de aulas. Stédile informou que os alunos do MST levarão de seis a oito meses para aprender a ler e escrever pelo método Paulo Freire, que é o adotado pelo movimento.LiteraturaO representante do MST pediu livros didáticos que são distribuídos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). O governo atenderá ao pedido e também enviará versões simplificadas de obras da literatura brasileira, como Escrava Isaura e Garibaldi e Manuela.

Agencia Estado,

19 de maio de 2003 | 19h44

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