Tasso Marcelo/Estadão
Tasso Marcelo/Estadão

Pais devem estar atentos aos espaços físicos da escola

É necessário observar o tamanho das turmas e as áreas para brincadeiras e refeições; tecnologia não pode ser um fator decisivo

Tatiana Cavalcanti e Camila Santos, Especiais para o Estado

20 Setembro 2015 | 03h00

O resultado acadêmico, de acordo com a docente Edith Rubinstein - psicopedagoga, terapeuta familiar, especialista em Mediação Educacional -, não deve ser o único critério considerado na hora de trocar a escola. “Outros aspectos são igualmente importantes tais como o grau de conforto do filho na instituição”, diz a coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia.

Ao visitar uma escola, os pais devem estar atentos aos espaços destinados a cada etapa. No fundamental 1, Edith alerta que é necessário observar o tamanho das turmas e as áreas para brincadeiras e refeições. “Esses aspectos são importantes dependendo do estilo do aluno e de suas necessidades. Algumas crianças precisarão de maior atenção e as classes numerosas não lhes são favoráveis.”

É indicado nessa fase conhecer a metodologia utilizada para o desenvolvimento da construção da escrita e do raciocínio matemático, segundo a professora. “Essa etapa inicial é primordial para que a criança consiga ultrapassar o desafio da alfabetização. A segurança inicial nos primeiros três anos é importante para a construção de uma escolarização mais tranquila e autônoma.”

No fundamental 2, é importante observar o tamanho das turmas e o espaço para Educação Física. No ensino médio, a escola deve contar com espaços como laboratórios, biblioteca e salas de estudo.

Uso de tecnologia. Tablets e outros meios tecnológicos podem impressionar os pais na hora de optar por uma escola, mas não devem ser fator decisivo na escolha. O uso desses recursos não é sinônimo de ensino moderno, alertam os especialistas.

“A simples transposição de conteúdos dos livros para os tablets não significa, necessariamente, algo novo”, afirma a diretora-geral do Colégio Rio Branco, Esther Carvalho, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação. Segundo Esther, é importante saber como essa tecnologia é usada, com que frequência ela está presente no trabalho escolar e em que medida, de fato, promove formas inovadoras de ensinar e de aprender.

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