As novas caras do vestibular

Enem pode se tornar exame unificado federais já este ano; USP e Unesp também anunciam modificações

29 de abril de 2009 | 09h33

Os candidatos aos principais vestibulares do País já se preparam para uma maratona de mudanças. USP e Unesp anunciaram alterações em seus exames já para este ano, enquanto o Ministério da Educação propôs transformar o Enem em processo seletivo unificado para universidades federais e particulares.

 

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A Unesp foi a primeira a anunciar alterações no vestibular, que passará a ter duas fases, em novembro e dezembro. A primeira terá 90 questões de múltipla escolha, com caráter eliminatório, que deixarão de ser divididas por matérias para valorizar a interdisciplinaridade. "Precisamos de alunos mais críticos, que saibam interpretar e contextualizar", disse a diretora da Vunesp, Tânia de Azevedo.

 

Na Fuvest, a primeira fase deixará de contar pontos na nota final e a segunda vai incluir questões dissertativas de todas as disciplinas - até 2008, só havia dissertativas de disciplinas ligadas à área do curso. "A proposta não altera conteúdos. O que muda é a maneira de aferir o perfil do aluno desejado", diz a pró-reitora de Graduação da USP, Selma Garrido Pimenta.

 

O novo Enem, com 200 questões e redação, será realizado em 3 e 4 de outubro. Pela proposta do MEC, os candidatos podem se inscrever em até cinco universidades. O prazo final para as instituições decidirem se vão aderir é 8 de maio.

 

Entre os favoráveis ao novo Enem está o reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Almeida. A princípio, as mudanças só valem para os bacharelados interdisciplinares da UFBA, com foco em quatro áreas e duração de três anos. "Se a prova for semelhante à nossa primeira etapa e tivermos certeza da viabilidade jurídica, sem riscos de embargo por algum candidato, podemos usá-la para outros cursos já no próximo vestibular. O MEC prepara um parecer sobre essa viabilidade, que será submetido à aprovação dos conselhos universitários." Segundo Almeida, a logística já existe em virtude do ProUni, que concede bolsas em universidades particulares com base na nota do Enem. "É só questão de fazer uns ajustes."

 

7 UNIVERSIDADES E O ENEM

 

Unip

Como é hoje: 10% das vagas são reservadas para quem fez Enem e opta por utilizar a nota obtida no exame.

Como fica: nota do Enem continuará a ser usada para 10% das vagas

 

Estácio de Sá

Como é hoje: desde 1998 quem apresenta nota do Enem fica dispensado do vestibular.

Como fica: aguarda mais detalhes do projeto para se posicionar

 

PUC-MG

Como é hoje: Enem será usado na seleção de 15% das vagas no vestibular de junho.

Como fica: ainda não tem posição definida

 

UFRJ

Como é hoje: não utiliza o Enem.

Como fica: ainda não definiu, mas pretende adotar o novo modelo, que poderá substituir a 1.ª fase

 

UFBA

Como é hoje: não utiliza o Enem.

Como fica: novo modelo será adotado como fase única para 4 cursos interdisciplinares já no próximo vestibular

 

PUC-SP

Como é hoje: nota do Enem representa 20% da pontuação se for maior que a nota da prova objetiva.

Como fica: continuará a usar o Enem associado ao vestibular

 

Mackenzie

Como é hoje: já usa o Enem; parte objetiva tem peso 1 e as questões do vestibular têm peso 2.

Como fica: quer ver como será o novo modelo para tomar uma decisão

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