As frases mais marcantes da crise na USP

História da crise pode ser contada pelas declarações

Estadão.edu

11 Novembro 2011 | 15h59

Desde a noite de quinta-feira, 27 de outubro, em que alunos foram presos portando maconha, até a passeata de ontem de parar o trânsito no centro de São Paulo, a crise na USP foi marcada por frases. Relembre algumas declarações.

Da FFLCH à Reitoria

"Fora Rodas, Fora PM"

- Cartazes e palavras de ordem em todos os protestos contra a PM

"Maconha é natural, coxinha é que faz mal”

- Manifestantes na noite de quinta-feira, 27 de outubro, quando três alunos foram pesos flagrados com maconha

"Apesar de representantes da ocupação falarem que alunos da USP são contra a presença da PM, eles não representam a posição dos estudantes da Politécnica"

- Alessandro Andrade, 20 anos, diretor do Grêmio Politécnico, em entrevista ao Estadão

"Ocupar a reitoria é fetiche da ultra-esquerda e só vai dar argumento para a direita" 

- Moça que protestou a invasão da Reitoria, ainda durante a madrugada

"Sempre começa com pouca gente” 

- Rapaz antes de entrar na Reitoria. Dezoito dos ocupantes não eram alunos da USP

"A universidade não pode parar"

- Reitor da USP, João Grandino Rodas, em entrevista à Rádio Estadão/ESPN de local secreto, no dia 3 de novembro, quinta-feira

"Infelizmente, um setor minoritário do movimento, derrotado nesta votação, agiu de forma antidemocrática ao ocupar a reitoria, deslegitimando o debate feito no fórum de assembleia"

- Nota do DCE da USP, criticando a invasão da Reitoria

"O senhor não está intimando ninguém. Não há ocupantes aqui". 

- Manifestante em frente à Reitoria para o oficial de Justiça Valdemir Maciel, ao receber notificação judicial da reintegração de posse, na sexta-feira, 4

"[São] [f]ilhos magoados, porque retardatários da história, que lamentam não ter vivido quando se desenrolaram os episódios supostamente decisivos da nossa contemporaneidade"

- José de Souza Martins, professor emérito da USP, em artigo para o Estadão

"Quem policia a Polícia?" 

- Cartaz na ocupação

A operação

"A maior depredação do patrimônio publico é a corrupção" 

- Pichação na Reitoria, acompanhada do desenho de um esqueleto fumando

“Eu sou uma mulher e estou sendo violentada!”

- Moça moradora do Crusp, em vídeo divulgado no YouTube na terça-feira, 8

"Isso foi plantado” 

- Rafael Alves, de 29 anos, estudante de Letras e manifestante, rindo, enquanto aguardava liberação no 91.º Distrito Policial, sobre as bombas incendiárias mostradas pela polícia. Rafael confirmou a presença de rojões e disse que a 'gasolina' na verdade era diesel, para alimentar o gerador do prédio durante os cortes de fornecimento determinados pela Reitoria

"Mentira, mentira!"

- Grito dos manifestantes, de dentro dos dois ônibus em frente ao 91º DP, quando repórteres de televisão entravam no ar

"A mobilização na USP é um movimento social que está sendo criminalizado"

- Nota de manifestantes da USP publicada no dia 8, terça-feira

"A USP foi transformada numa Palestina e deu mais um passo na escalada da violência"

- Luiz Renato Martins, professor da ECA-USP que foi à delegacia prestar solidariedade aos alunos

"Apoio a ocupação da Cracolândia" 

- Cartaz na ocupação da Reitoria

"O câmpus da USP não pode ser tratado como se fosse a Cracolândia. Precisamos compreender que é preciso, tratando-se de um campus universitário, ter todo o cuidado na interação com a comunidade universitária, sejam com alunos, professores ou funcionários."

- Ministro da Educação, Fernando Haddad, na terça-feira, dia 8

"Eu entendo que os estudantes precisam ter aula de democracia, precisam ter aula de respeito ao dinheiro público, respeito ao patrimônio público".

- Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin

"Tenho muito mais medo da polícia do que de assaltantes. A polícia são os bandidos de farda" 

- Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP)

"Nossa pauta é comum: a saída da PM do câmpus, a revogação de processos administrativos e disciplinares contra alunos, servidores e professores e, agora, a retirada dos processos contra os 72 detidos ontem"

- Domenico Colacicco, diretor do Sintusp

“É possível construir uma proposta para a segurança no câmpus que não envolva a presença cotidiana da polícia”

- Heloisa Borsari, presidente da Adusp (Associação dos Docentes da USP)

"A operação foi rápida, cirúrgica e detalhadamente planejada para evitar qualquer efeito colateral”

- Major Marcel Soffner, porta-voz da Polícia Militar, sobre a operação que utilizou 400 homens para desocupar a Reitoria, incluindo dois helicópteros Águia, Tropa de Choque, Cavalaria e cerca de 50 veículos

"Uma ação da tropa de choque é, por definição, violenta e ações violentas na universidade só ocorriam na ditadura"

- Geraldo Siqueira, assessor do Ministério do Meio Ambiente; foi membro do DCE-USP nos anos 70

O ambiente

"Parece que estão criando uma guerra civil na USP”

- Estudante de Letras, na terça-feira, 8, quando ação dos manifestantes bloqueou as entradas do prédio e impediu as aulas

"João Grandino, a culpa é sua / Hoje a aula é na rua”

- Grito de manifestantes no centro de São Paulo, em passeata na quinta-feira, 10

"Nós somos os 99%!"

- Moça que se ajoelhou na Avenida São Luís, na mesma passeata

"A sociedade paulista está farta dessa repetição anual de invasões na USP"

- Reitor da USP, João Grandino Rodas, em entrevista ao Estadão.edu

“Problema tem, sim. Eles vão passar muito calor” 

- Antonio Magalhães Gomes Filho, diretor da Faculdade de Direito, ao ser perguntado sobre se havia problema na reunião de estudantes no Salão Nobre na noite de quinta

"Não queremos prejudicar ninguém"

- Manifestante pró-greve em frente à Faculdade de Letras, na manhã de quinta, 10 de novembro

"Aula! Aula! Aula!"

- Coro de estudantes da Letras, antes de furar o bloqueio dos manifestantes e entrar na faculdade

"Papai Noel"

- Um dos invasores da Reitoria, de dentro do ônibus em frente à delegacia, ao ser perguntado quem chamaria se fosse assaltado

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