Arquidiocese do Rio abre arquivo com 200 mil itens

Após oito meses de trabalho, o novo Arquivo Arquidiocesano do Rio de Janeiro está aberto, no subsolo da catedral metropolitana, no centro do Rio. O acervo é um dos mais importantes do período colonial e tem quase 200 mil documentos, os mais antigos datados do século 17. As instalações custaram R$ 500 mil à Arquidiocese.Alguns itens chamam a atenção, como a certidão de batismo de Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ser o Duque de Caxias, de 1806. Entre os cerca de 6 mil itens do acervo fotográfico, o mais antigo é o Álbum Monumental do Concílio Vaticano. São 718 retratos de cardeais e bispos de todo o mundo, participantes do encontro realizado entre 1869 e 1870.Os documentos estavam em caixas de alumínio, empilhadas umas sobre as outras, em péssimas condições de acesso e de conservação, no subsolo da catedral. ?Esse arquivo tem algo de sagrado e seria muito egoísmo de nossa parte se não se desse como aberto o patrimônio para a cidade do Rio de Janeiro e para a história do Brasil?, declarou o arcebispo, dom Eusébio Scheid.

Agencia Estado,

02 de março de 2004 | 14h50

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