Apuração decide quem comanda DCE-USP

A chapa Reconquista diz que foi caluniada pelas outras

Estadão.edu

27 Novembro 2009 | 15h48

Hoje, pela madrugada, será decidido quem comandará o Diretório Central de Estudantes da USP. Nove mil estudantes da universidade votaram entre terça, quarta e ontem em uma das oito chapas. A apuração começará apenas quando chegarem todas as urnas (algumas estão a caminho, vindas de unidades no interior). Estudantes apontam que as três que ficarão na frente são a Nada Será como Antes (situação), a Reconquista e a Para Transformar o Tédio em Melodia.   Uma das favoritas a ganhar, considerada "a terceira via" da eleição na USP, é a chapa Reconquista. Rodrigo Souza Neves, no 5º ano de História, fica revoltado ao saber das calúnias contra sua chapa. "Eles divulgaram panfletos dizendo que somos a favor da Univesp e está escrito o contrário em nossa carta-programa."   A chapa Reconquista, diz Neves, é apartidária. "As outras têm vínculo com PSTU ou com PSOL." Segundo o estudante, as chances de ganhar são reais. "Somos a favor de mudanças no método da eleição para reitor. Mas precisamos consultar os estudantes", diz. Seu único temor é que haja fraudes na eleição: "Estão querendo impugnar urnas em que estamos ganhando".   A estudante do 4º ano de Letras Gabriela Hipolito, de 23 anos, afirma que, se reeleita, a Nada Será como Antes vai continuar "mobilizando a luta contra o Univesp". Além do programa da USP que contempla o ensino a distância, é alvo das maiores críticas do atual DCE da USP a eleição para reitor, considerada antidemocrática e elitista. Ela associa o atual reitor, João Grandino Rodas, à tropa de choque.   Nathalie Drumond, de 22 anos, da chapa Para Transformar o Tédio em Melodia, reclama da atual gestão do DCE. "Eles se restringem a grupos organizados, só procuram quem já tem opinião formada", diz a estudante do curso de Geografia. Sua chapa quer conquistar os votos da maioria, que "só assiste a aula e vai embora".          

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