Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Após tumulto, Uerj transfere congresso

Vidro da entrada foi quebrado durante confusão que envolveu estudantes e seguranças na noite de quinta-feira

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2015 | 22h37

RIO - Alunos, professores e funcionários tiveram de pisar nesta sexta-feira, 29, em cacos de vidro para entrar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) pela portaria central. O vidro da entrada foi quebrado em incontáveis pedaços durante tumulto que envolveu estudantes e seguranças na noite anterior. O reitor Ricardo Vieiralves estima um prejuízo de R$ 25 mil. Somado aos danos provocados por outro episódio, uma invasão de alunos à administração central da Uerj, há duas semanas, ele projeta que as cifras cheguem a R$ 100 mil.

A confusão fez com que o 16.º Congresso Internacional de Gestalt-Terapia, que ocorria no câmpus, fosse transferido de local. O evento reúne 1,3 mil especialistas, parte do exterior.

Vieiralves diz que a universidade viveu “estado de terror”, que atribui a um confronto iniciado por alunos pertencentes a coletivos de esquerda, desvinculados do Diretório Central de Estudantes.

Os estudantes questionam a versão. Afirmam que foram impedidos de entrar na universidade por seguranças, que dispararam contra eles jatos de água. Eles disseram que se sentiram “encurralados”, pois PMs estariam lançando bombas de gás lacrimogêneo no estacionamento do câmpus. 

Os alunos envolvidos no tumulto estavam participando de um protesto contra a destruição de quatro casas na Favela do Metrô, na Avenida Radial Oeste, via próxima da Uerj.

O reitor diz que uma ocupação à principal sede da universidade estaria sendo planejada por alunos radicais e que os seguranças reagiram às pedradas. Segundo ele, moradores de rua e “pessoas externas à Uerj” foram convocados pelos alunos para atacar a portaria central e participaram do confronto.

Registros. Duas lesões corporais contra os seguranças e uma ocorrência por dano do patrimônio público foram registradas na 18.ª DP (Praça da Bandeira). Segundo os alunos, um estudante também ficou ferido.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), condenou nesta sexta-feira o tumulto e disse que a PM atuou a pedido da prefeitura no apoio à demolição.


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