TIAGO QUEIROZ/ESTDAO
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Após renúncia coletiva, conselho do Santa Cruz tem novos nomes anunciados

Antigos conselheiros do colégio, um dos mais tradicionais da elite paulistana, pediram demissão alegando ingerência religiosa

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 19h22

SÃO PAULO - Depois de uma renúncia coletiva de parte dos conselheiros, o colégio Santa Cruz anunciou nesta quinta-feira, 15, os novos integrantes de seu conselho. Foram anunciados quatro novos nomes, todos eles são ex-alunos ou pai de alunos. 

Passam a integrar o conselho o publicitário Celso Loducca, o jornalista e professor Eugênio Bucci, o executivo Pedro Villares e o advogado Roberto Quiroga. "Reconhecidos em suas diversas áreas de atuação e vinculados à história e à comunidade do colégio, os novos membros trarão colaborações para que o Conselho siga tendo um papel de alta relevância na gestão da escola e no aprimoramento de seu projeto educacional", diz comunicado da escola aos pais. 

No fim de fevereiro, quatro integrantes do Conselho de Administração pediram renúncia alegando que a Congregação de Santa Cruz, mantenedora do colégio, iria aumentar sua ingerência na escola. A mudança preocupou os pais de alunos, que temem uma descaracterização do projeto pedagógico da unidade. 

O Santa Cruz é um dos mais tradicionais colégios da elite paulistana, frequentado por filhos de empresários e banqueiros. Tem entre seus ex-alunos o presidente do Banco Itaú, Candido Botelho Bracher, que era um dos integrantes do conselho da instituição e que pediu renúncia. Além dele, também deixaram o cargo o cientista Fernando Reinach, presidente do colegiado, o administrador Ricardo Belotti e o engenheiro Lair Krahenbuhlr - todos ex-alunos, com exceção do último. 

Com 67 anos, o colégio há mais de 20 anos era gerido pelo Conselho de Administração, que tinha autonomia para nomear diretores e administrar o orçamento. Na última reunião, porém, a mantenedora informou que transformaria o conselho em órgão apenas consultivo, o que resultou na renúncia. 

Desde 2010, quando irmãos religiosos americanos assumiram a liderança da congregação, no lugar de padres canadenses que fundaram o colégio, havia receio de que a escola pudesse perder o caráter leigo. Embora façam parte da mesma entidade, os americanos são considerados mais conservadores. Os canadenses são vistos como mais progressistas e engajados com problemas sociais. 




 

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