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Após polêmica, MEC aumenta comissão responsável por História no currículo

Texto sobre disciplina foi alvo de críticas; consulta pública sobre versão prévia do documento vai até 15 de março

O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2016 | 19h44

SÃO PAULO - Após polêmicas sobre a proposta de currículo para a educação básica, o governo federal vai aumentar a comissão responsável pela parte de História do documento. O texto para esta disciplina foi criticado por não abordar, por exemplo, a História Antiga e a Inconfidência Mineira. O fim da consulta pública sobre a versão prévia do currículo segue previsto para 15 de março  - o Ministério da Educação (MEC) não atendeu os pedidos de adiar o prazo.

Originalmente, a comissão responsável pela redação do documento, apresentado em setembro, teve 116 especialistas, entre professores universitários, de redes estaduais e municipais, contratados pelo MEC. A Associação Nacional de História (Anpuh), após reunião com o ministério nesta quarta-feira, 6, terá o direito de sugerir mais integrantes da sua área para a comissão, segundo a pasta. 

O ministério também afirmou que a Anpuh poderá indicar membros para a equipe de leitores críticos, responsáveis por revisar as propostas feitas pela comissão. A inclusão de especialistas no processo, diz o MEC, permite maior pluralidade de opiniões. A Anpuh ainda fará um seminário para reunir sugestões do setor. A reportagem não conseguiu contato com a presidência da entidade.

Já sobre o pleito de mudar o calendário de discussão do currículo, o MEC não cedeu. A ideia é terminar essa fase da consulta pública em 15 de março para publicar uma segunda versão, em maio. Então, será entregue um novo texto revisado ao Conselho Nacional de Educação até 24 de junho. 

Segundo o MEC, a segunda versão terá "muitas novidades originárias do debate", como nas áreas de educação infantil, língua portuguesa, ciências humanas e ciências da natureza. Além de entidades do setor, o documento chegou a ser alvo de críticas do ex-ministro Renato Janine Ribeiro e do atual titular da pasta, Aloizio Mercadante. A falta do currículo único é considerado um entrave para o avanço dos indicadores educacionais do País.

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