Após mutirão de limpeza, alunos desocupam reitoria da Unicamp

Desocupação havia sido aprovada após reitor declarar que não permitiria a entrada da PM na universidade; DCE fará reparo de vidros quebrados do prédio, invadido no dia 3

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2013 | 15h31

CAMPINAS - Os alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desocuparam na tarde desta segunda-feira, 21, o prédio da reitoria, invadido no dia 3 em protesto contra a permissão de entrada da Polícia Militar nos campi. Os estudantes fizeram um mutirão de limpeza do prédio durante o fim de semana e enumeraram os vidros das janelas quebrados para que o Diretório Central Estudantil (DCE) faça o reparo.

Um comitiva da reitoria, encabeçada pelo coordenador-geral da Unicamp, Álvaro Crosta, entrou no prédio por volta das 13h para avaliar os estragos deixados pelos estudantes. Segundo Crosta, há portas e janelas quebradas e uma nova pintura do prédio terá que ser feita por causa das pichações.

Durante a desocupação, cerca de 200 estudantes fizeram uma manifestação, com apresentação de teatro, marchinhas e rojões. Uma faixa com os dizeres "A luta só começou" foi deixada na cobertura do prédio.

A desocupação foi aprovada na quarta-feira, 16, após o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, declarar que não permitiria a entrada da PM para policiamento ostensivo dentro da universidade, em Campinas, Limeira e Piracicaba, e também iniciaria uma discussão para a contratação de vigias concursados para fazer a segurança nos campi. Hoje, 250 homens terceirizados fazem o serviço.

A invasão da reitoria foi uma reação ao anúncio de que seria autorizado o policiamento dentro da universidade. A medida foi uma resposta da reitoria à cobrança por mais segurança, após o assassinato do estudante Dênis Papa Casagrande, de 21 anos, durante uma festa clandestina no câmpus, no dia 21 de setembro.

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