Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Após liminar, Alckmin não diz como vai pagar professores grevistas

Justiça considerou ilegais os descontos na folha dos docentes; governador se limitou a dizer que Procuradoria-Geral recorrerá

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 13h09

SÃO PAULO - Após a Justiça paulista considerar ilegais os descontos na folha de pagamento dos professores em greve da rede estadual, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) minimizou o movimento nesta sexta-feira, 8, e não quis dizer como o governo do Estado pagará os valores já descontados. 

Ao ser questionado sobre a decisão judicial, o governador se limitou a dizer que a Procuradoria-Geral do Estado avalia o caso para entrar com recurso.

Ao ser perguntado novamente como a determinação da Justiça seria cumprida, ele apenas apresentou números do governo que mostram uma baixa adesão dos professores à greve.

"Ontem (quinta-feira, 7), nós tivemos 1,3% de faltas pela manhã e 2,6% à tarde. A ausência de professores está menor do que fora da greve. Em média, o número de faltas varia de 2,5% a 3%. Isso fala por si próprio", afirmou o governador.

Em greve há 55 dias, os docentes da rede estadual tiveram até 50% de desconto no holerite deste mês.

Em sua decisão, a Justiça acatou pedido de liminar do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o maior da categoria, com o argumento de que a greve é um direito constitucional e que, enquanto não haja acordo, o corte de ponto é "prematuro". Foi estipulada multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. 

A Procuradoria-Geral alegou que os descontos se justificam por tratar-se de paralisação de serviço público em atividade essencial. 

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