Após impasse, grevistas da USP fazem assembleia dentro da reitoria

Prédio foi ocupado nesta manhã por servidores que querem a reabertura das negociações

Paulo Saldaña, Estadão.edu

08 Junho 2010 | 11h55

 

SÃO PAULO - O impasse entre os funcionários grevistas da Universidade de São Paulo (USP) foi parcialmente resolvido e, neste momento, pelo menos 150 manifestantes ocupam o prédio da reitoria da instituição. Dentro do edifício, eles realizam assembleia para decidir os rumos do movimento. A paralisação dura 35 dias.

 

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Temendo represálias, servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e estudantes encapuzados viraram as câmeras de segurança da reitoria para a parede, evitando a identificação dos participantes do ato. Eles entraram no edifício pela garagem, após terem quebrado duas portas de acesso.

 

Um grupo pequeno, formado por cerca de dez pessoas, entrou no prédio por volta das 10h30 e tentava convencer os grevistas a fazer o mesmo. Após 30 minutos de impasse, a maioria presente ao ato desta manhã concordou em realizar uma assembleia dentro da reitoria.

 

No entanto, cerca de 30 pessoas continuam do lado de fora. Elas reclamam que a invasão da reitoria não foi uma deliberação de assembleias anteriores.

 

Negociação

 

Os funcionários da USP, Unicamp e Unesp estão em greve porque, segundo eles, o governo "quebrou a isonomia" ao ter reajustado em 6% os salários dos docentes, sem estender o aumento aos servidores.

 

Após o início da paralisação, o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) deu aumento de 6,57% aos servidores técnicos e administrativos, mas o professores também receberam o reajuste. Desde então, estão suspensas as negociações com o Fórum das Seis, entidade que reúne os sindicatos de funcionários e professores das três universidades e do Centro Paula Souza.

 

O presidente do Cruesp e reitor da Unicamp, Fernando Costa, afirmou ao Estado que a entidade não tem como dar mais de 6,57% de aumento. Para ele, a isonomia não foi quebrada, pois a igualdade de reajustes dá-se entre as três universidades, mas não necessariamente entre as categorias.

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