Após greve, servidores da USP Lorena terão aumento de salário

Conselho Universitário aprovou equiparação de salários de professores e funcionários da Escola de Engenharia de Lorena

Carlos Lordelo e Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

19 Outubro 2011 | 11h29

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou ontem por unanimidade a equiparação de salários de professores e funcionários da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), no interior do Estado. A USP vai assinar um convênio que garante o pagamento da diferença de salário, mas os servidores da unidade continuarão vinculados à secretaria Estadual do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia - e não à universidade.

A EEL - antiga Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil) - foi transferida em 2006 para a USP, mas os 210 servidores técnicos e administrativos e 92 professores nunca foram vinculados à universidade, por ser considerada uma autarquia estadual. A reivindicação pela total integração e pelo reajuste provocou greve neste ano que durou 30 dias. "Pelo menos nosso salário será equiparado, o que é muito positivo. Mas vamos continuar lutando pela vinculação integral", disse o sindicalista Vitor Alves, funcionário da área administrativa da EEL.

De acordo com funcionários, os salários da escola de Lorena são, em média, 60% menores do que é recebido pelos servidores da USP. A universidade vai arcar apenas com o custo da diferença: a secretaria continuará com a responsabilidade de pagar o valor antigo. O convênio deve ser assinado nos próximos dias, a tempo de o reajuste entrar na próxima folha de pagamento, em novembro.

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