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Após dispensar docentes, PUC-SP demite 2,5% do quadro de funcionários

Associação de técnicos acredita em crise financeira da instituição; reitoria diz que foram ajustes normais

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2015 | 21h00

SÃO PAULO - Após demitir 50 professores em dezembro, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) dispensou nesta semana 35 funcionários técnico-administrativos - cerca de 2,5% do quadro. Mas a reitoria da instituição, uma das mais tradicionais do Estado, nega que uma crise financeira tenha motivado as saídas.

O sindicato da categoria acredita em problemas nos cofres da universidade e repudiou a medida."Essa é uma crise que vem se alongando nos últimos anos", avalia Francisco Cristóvão, diretor da Associação de Funcionários Administrativos da PUC-SP. Outra dificuldade, segundo ele, é a falta de diálogo da reitoria com os servidores. "Não temos transparência sobre o que ainda vai acontecer", completou.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, essas são "situações normais nas organizações" e  "as dispensas ora realizadas não se relacionam a um processo sistêmico de demissões". Ainda disse que várias das saídas foram acordadas com os próprios funcionários. Após a saída dos 50 docentes em dezembro, a reitoria informou que a medida permitiria novos investimentos em pesquisa e infraestrutura durante 2015.

Histórico. Entre 2005 e 2006, a PUC-SP viveu a mais grave crise financeira de sua história. Naquele período, a universidade desligou 30% dos seus professores e funcionários, por demissão voluntária ou a pedido da reitoria. Isso levou à indignação de entidades docentes, greve e batalhas na Justiça do Trabalho. O calendário letivo também foi comprometido por causa do impasse.

A medida foi tomada para reduzir o déficit da instituição, que começou em 2001. Cinco anos depois, as dívidas bancárias da PUC-SP chegaram a R$ 82 milhões e o déficit mensal, à época, era de mais de R$ 4 milhões. Somente no fim de 2006, a universidade voltou a fechar os balanços mensais no azul. Embora superado o pior momento da crise, professores têm reclamado de problemas de gestão nos últimos anos.

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