Após corte de verbas, UFMG suspende pagamento de água e luz

Medida, de acordo com a instituição, tem o objetivo de priorizar a execução de projetos acadêmicos e o pagamento de bolsas

O Estado de S. Paulo

05 Março 2015 | 14h02

Atualizada às 23h33

SÃO PAULO - Após corte de 30% dos recursos repassados pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiu suspender temporariamente o pagamento de água e luz. A medida, de acordo com a instituição, tem o objetivo de priorizar a execução de projetos acadêmicos e o pagamento de bolsas.

A UFMG também afirmou, em nota à comunidade acadêmica, que já reduziu os gastos com serviços terceirizados, como limpeza, vigilância e portaria. O documento, assinado pelo reitor Jaime Arturo Ramirez, informa que ainda houve "cortes adicionais no contingente de pessoal ligado à Administração Central, resguardando, assim, as atividades acadêmicas". Ainda segundo a universidade, R$ 30 milhões não foram repassados pelo ministério à UFMG nos dois últimos meses do ano passado. 

Na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as aulas foram adiadas em duas semanas pela dificuldade em pagar os serviços de limpeza. A instituição afirma que R$ 60 milhões não foram pagos pelo ministério no fim do ano passado. Em outras federais, há queixas de atraso no pagamento de bolsas de assistência estudantil. 

A expectativa é que as restrições financeiras se mantenham até a aprovação da Lei Orçamentária de 2015, pendente no Congresso. 

Em nota, o MEC disse que "as universidades federais têm autonomia para gerir seus recursos" e esclareceu que, como o orçamento de 2015 ainda não foi aprovado, "as instituições federais de ensino superior estão recebendo 1/18 do seu orçamento de custeio". A medida está prevista no Decreto nº 8.389, de 7 de janeiro de 2015.

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