Após confusão na 1ª prova, Enem começa sem ocorrências graves

Prova deste domingo será de linguagens, matemática e redação

Estadão.edu,

07 Novembro 2010 | 13h31

Um dia após a confusão causada por um erro de impressão em parte dos gabaritos no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alunos começam a fazer a segunda prova sem que ocorrências graves sejam registradas.

 

Neste domingo, 7, a prova será de linguagens, códigos e suas Tecnologias, além de redação, e matemática e suas tecnologias. O exame começou às 13h e vai até as 18h30. A novidade hoje é a prova de língua estrangeira. Ainda não se sabe quantas questões vão cair, mas espanhol foi escolhida pela maioria  (57%) dos alunos.

 

A correção será feita ao vivo na TV Estadão, a partir das 20h.

 

Em ano eleitoral, os alunos entrevistados pelo Estadão.edu apostam em tema político para a redação.

 

Fabiola Viana, também de 17 anos, está no 3º ano do LBV. Quer tirar uma nota alta no Enem para conquistar uma bolsa do ProUni e estudar Medicina. “Como a Dilma ganhou, acredito que vão falar desse novo momento da mulher na sociedade”, diz.

 

Sua colega Ana Luiza Portigliotti, da mesma idade e que frequenta uma escola estadual no bairro Santa Cecília, tem opinião diferente. “Acho que ia ficar muito na cara falar de eleição de uma mulher para presidente”, diz. “Se eles fizessem isso, iam tomar muita porrada”. Ana Luiza quer uma bolsa do ProUni para cursar Comércio Exterior, e aposta no tema “como a mídia influencia as pessoas”.

 

Já Beatriz Assunção Baeta, de 17 anos, estuda no Objetivo de Piritbua e quer cursar Física na Universidade Federal do ABC. Ela aposta não em eleição, mas em redes sociais: “acho que vão puxar pro lado da participação dos jovens na política por meio das redes sociais”.

 

Lápis e borracha. Alessandra Muhara, de 31 anos, levou para o primeiro dia do Enem 2010 lápis e borracha, itens proibidos. “Eles estavam em cima da minha carteira, mas ninguém falou nada”, diz. Neste domingo, no entanto, ela não levou o material por não achar que não vai ser necessário. Ela faz o exame no câmpus da Unip Vergueiro e tenta Engenharia de Produção.

 

Quanto aos problemas ocorridos no sábado, como o erro no cabeçalho do gabarito, ela diz que trata-se de um falha na organização do exame que deixa o candidato “frustrado”. “A gente faz a prova e, no fim das contas, não sabe no que vai dar”, afirma. Ontem, em sua sala, um candidato também avisou o fiscal do problema no gabarito.

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