Apesar de pacote, educadora diz que ainda faltam recursos

Apesar de significarem um avanço nas políticas públicas desenhadas para a área educacional, os investimentos de R$ 8 bilhões previstos no Pacote para Desenvolvimento da Educação não dão à área a devida prioridade. A avaliação é da presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra Rezende. A educadora argumenta que o valor de recursos não é tão alto se comparado ao que é gasto pelo governo em outros setores. "Eu acredito que ainda faltam investimentos. Se considerarmos o que é aplicado pelo governo em outras áreas, eu não acho que esse valor seja suficiente para de fato estabelecer a educação como prioridade", disse. Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria do Pilar Lacerda Almeida, a quantia de R$ 8 bilhões prevista no programa, apresentado na segunda-feira, 5, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro Fernando Haddad, é "muito boa" se considerado o histórico de investimentos registrados na educação brasileira. Ela reconhece, no entanto, que será necessária uma quantidade bem maior de recursos para que seja paga a "dívida social" existente no País. "Se forem estabelecidas metas e cobranças claras, esse valor pode render frutos ainda maiores. Mas, se levarmos em conta a dívida social que temos, precisaremos de cada vez mais", afirmou a educadora.Para Maria Auxiliadora, o programa apresentado na segunda-feira inclui medidas que podem ajudar a relacionar quais regiões do País exigem maior atenção na área de educação. "Elencar os municípios com necessidades de maiores investimentos é uma medida interessante", disse a presidente do Consed.Insistindo que o programa é "motivo de alegria", Maria do Pilar apontou a necessidade de o governo federal cobrar resultados dos investimentos. "É fundamental estabelecer metas. Não adianta nada o governo repassar recursos sem cobrar o que deve ser feito", afirma a educadora. "Não dá para repassar dinheiro sem exigir resultados."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.