Ao propor redação sem ineditismo, Enem causou danos aos candidatos, afirma procurador do Ceará

Oscar Filho sustenta que o tema - intolerância religiosa - apareceu em publicação do MEC divulgada em 2015 para desmentir boato sobre prova naquele ano; ministro nega vazamento

Lauriberto Braga, O Estado de S. Paulo

08 Novembro 2016 | 12h45

FORTALEZA - O procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, afirmou na manhã desta terça-feira, em Fortaleza, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ao propor um tema de Redação que não tem "ineditismo, causou danos aos candidatos ao Enem".

Oscar Filho sustenta que o tema da Redação - intolerância religiosa - apareceu em publicação do Ministério da Educação (MEC) divulgada em 2015 para desmentir boato sobre prova naquele ano.

O ministro da Educação, José Mendonça Filho, nega que tenha havido vazamento da prova e atribui a uma suposta "rede de informações falsas", que seria sustentada por "partidos políticos" de oposição ao governo federal, a denúncia de que o tema da Redação no Enem de 2016 teria vazado antes da realização da prova. 

O Ministério Público Federal no Ceará entrou com uma ação na Justiça Federal para que Redação seja anulada. Segundo o MPF, "o vazamento do tema da avaliação violou o tratamento isonômico que dever ser assegurado aos candidatos".

Na ação contra o Inep, Costa Filho pede ainda liminar para "suspender os efeitos da validade jurídica da prova de Redação até o julgamento do mérito", segundo informações do MPF. 

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