Ao lado de Lula, Dilma defende o Enem e elogia Fernando Haddad

'Como seria a modelagem dos programas educacionais sem o Enem?', questionou a presidente

Andrea Jubé Vianna, Agência Estado

24 Janeiro 2012 | 18h03

BRASÍLIA - No discurso em cerimônia de despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação e de posse de Aloizio Mercadante na pasta, a presidente Dilma Rousseff voltou a defender o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ela não poupou elogios a Haddad, que deixa o ministério para se preparar para a disputa pela Prefeitura de São Paulo.

 

O Enem acabou se transformando numa marca negativa da gestão Haddad devido aos vazamentos de questões, anulação de provas e à instabilidade que gerou no acesso às universidades. No entanto, Dilma admitiu erros no programa e avocou para si a responsabilidade de aprimorá-lo. "Estou vendo o ProUni crescer, fazendo o Ciência sem Fronteiras, como eu garanto o acesso democrático a esses programas sem o Enem? O que eu faria? Como seria a modelagem dos programas educacionais sem o Enem?", questionou.

 

Em seguida, ela elogiou a postura de Haddad diante das dificuldades enfrentadas pelo programa. "O Enem é um projeto que envolve milhões de pessoas e é inevitável que haja desvios. Temos a humildade de reconhecer e corrigir, quem não é capaz disso não faz boa gestão", disse a presidente. "O Fernando (Haddad) é capaz de fazer isso!", arrematou.

 

Ela ainda elogiou a capacidade de gestão do ministro. "Haddad foi um grande ministro da Educação, não apenas porque vi quando era chefe da Casa Civil, mas também pela experiência no meu governo."

 

A presidente começou o discurso saudando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarando-se honrada com a presença dele. Lula, que é padrinho da indicação de Haddad para a corrida à sucessão de Gilberto Kassab, foi prestigiar o afilhado em seu primeiro retorno ao Planalto desde que deixou a Presidência da República.

 

Dilma afirmou que Lula "mudou de forma significativa a qualidade do desenvolvimento econômico no Brasil" e, a partir disso, declarou que vem sendo possível conciliar dois momentos diferentes de desenvolvimento: a eliminação da pobreza e gerar "massa crítica que produz ciência, tecnologia e inovação".

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