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Ano letivo deve se estender até 2021 e avaliação muda

Na Unifesp, aulas estão previstas até o fim de março do ano que vem; na UFRJ, aulas presenciais só devem voltar após a existência de uma vacina contra a covid-19

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 11h00

A pandemia deve embaralhar o calendário acadêmico das universidades federais. Mesmo aquelas que pretendem retomar as aulas online em breve preveem que não conseguirão concluir o ano letivo de 2020 neste ano. É o caso da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que prevê aulas até o fim de março de 2021, com dez dias de recesso entre Natal e ano-novo. O início de aulas para novos alunos está previsto para maio. “É um atraso que vamos demorar um pouco para recuperar e ficaremos com férias atrasadas”, diz Isabel Marian Hartmann de Quadros, Pró-Reitora de Graduação da Unifesp.

Na Universidade Federal de Goiás (UFG), até mesmo as últimas chamadas para ingressantes do primeiro semestre de 2020 foram suspensas por causa da pandemia. “Dificilmente alguma universidade consiga fechar o ano letivo dentro do ano de 2020. Certamente elas vão estender para além do ano civil e com consequências para, no mínimo, dois anos subsequentes”, diz Edward Madureira Brasil, vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Já na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o primeiro período letivo termina em 31 de outubro. Os alunos de cinco cursos de graduação da UFRJ voltaram a ter aulas online na última segunda-feira. As presenciais só devem recomeçar quando houver vacina ou tratamento comprovado contra a covid-19. As atividades remotas estão sendo oferecidas para os alunos de Medicina, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional no campus Cidade Universitária, no Rio, e do curso de Medicina em Macaé. Os demais cursos voltarão a ter aulas a partir de 10 de agosto.

As universidades federais também preveem maior flexibilidade nos prazos e avaliações. Na UFRJ, alunos que não quiserem cursar as disciplinas online poderão trancar o curso e retomá-lo apenas quando o calendário regular de aulas presenciais for retomado. No primeiro período letivo, não haverá reprovação por frequência.

Na UFABC, os estudantes terão possibilidade de escolher se querem fazer aulas online ou não. Caso não queiram ou não possam, retomarão os estudos em um eventual retorno presencial. E a tendência é que as avaliações sejam mais interpretativas. Na Unifesp, a ideia é que o professor passe atividades como listas de exercícios, leituras, filmes e vídeos e que essas atividades ajudem a compor a avaliação dos estudantes. Nesse semestre, não haverá notas - apenas a indicação se os objetivos de aprendizagem foram ou não cumpridos. 

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