Wilton Junior/Estadão
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Análise: 'Subir em rankings é trabalho de longa maturação, mas de rápida destruição'

Professor da Unicamp diz que ranking do Times Higher Education divulgado nesta quarta-feira, 11, já é um retrato do passado; preocupação é com os próximos anos e cenário de cortes no ensino superior

Renato Pedrosa*, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2019 | 18h24

O cenário que o ranking do Time Higher Education mostra já é um retrato do passado. A notícia é interessante porque mostra que o Brasil vinha evoluindo positivamente, mas os trabalhos que dão embasamento ao ranking podem ter sido publicados três, quatro anos atrás. E o fato do Brasil estar no ranking, mesmo que não entre as duzentas melhores, não é ruim, levando-se em conta que o volume de investimentos em ensino superior não é tão alto quando se compara com outros países como os Estados Unidos, por exemplo.

Na verdade, o país faz milagres nessa área. Na última década, o Brasil teve um aumento considerável no número de publicações científicas. Mas a questão é o que vai acontecer daqui pra frente, com um cenário de cortes nas universidades e também em pesquisas importantes. Subir num ranking desses é um trabalho de longa maturação, mas de rápida destruição. Não só a falta de investimentos como também os cortes tendem a aparecer mais para a frente e derrubar a posição do país em rankings importantes

PROFESSOR ASSOCIADO DO DEPARTAMENTO DE POLÍTICA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DA UNICAMP

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