Análise: Para estancar o desperdício de sonhos

Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é imprescindível para promover oportunidades educacionais mais equitativas, mas para que o documento represente uma verdadeira mudança, o CNE tem de avançar na especificação das habilidades a serem desenvolvidas

Priscila Cruz *, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2018 | 03h02

Entregue nessa terça-feira, 3, pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio é imprescindível para promover oportunidades educacionais mais equitativas, além da formação de professores e materiais didáticos. No entanto, para que o documento represente uma verdadeira mudança, o CNE tem de avançar na especificação das habilidades a serem desenvolvidas, que ainda estão muito amplas e genéricas. 

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Enquanto isso, o MEC deveria começar a desenhar uma política mais robusta e com os incentivos necessários para a complexa implementação que virá, como o apoio às redes de ensino na elaboração dos itinerários formativos e nas adaptações curriculares. Além disso, estamos diante de uma grande mudança estrutural que requer participação dos professores e continuidade política - a despeito da mudança nas gestões.

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Vivemos uma crise crônica de aprendizagem e evasão no ensino médio e uma BNCC para essa etapa é uma oportunidade de estancarmos esse desperdício de sonhos. Enquanto não priorizarmos de fato a educação, as crises continuarão a se repetir.

* PRESIDENTE-EXECUTIVA DO TODOS PELA EDUCAÇÃO

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