SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Análise: Oscilações da USP em ranking de reputação são aleatórias

Em classificações mais criteriosas da Times Higher Education, afirma especialista, USP ainda não entrou no top 100

Rogério Meneghini, O Estado de S. Paulo

11 Março 2015 | 19h19

O ranking de reputação da Times Higher Education (THE) de 2015 mais uma vez só teve a USP como universidade brasileira no grupo das 100 top. Este ranking é estabelecido pela opinião de professores universitários (neste ano foram 10507). Se num universo de milhares de universidades, entre as 100 primeiras só caiba uma brasileira, não é surpreendente que esta seja a USP. Ela é responsável por 30% da publicação científica brasileira. Esta prevalência é certamente percebida pela comunidade científica internacional.

A pergunta que se faz neste momento é o que significa a USP ter alcançado em 2015 a melhor posição (grupo 51-60) desde o início desse ranking? Levando em conta as interferências que existe numa avaliação por opinião a resposta é que as oscilações de 2012 a 2015 (61-70, 61-70, 81-90 e 51-60) são um tanto aleatórias. 


Neste ano, os professores brasileiros que responderam à solicitação para opinar representaram 2,4% do total. Variações fortuitas desta representatividade podem interferir significativamente nos resultados finais. Por exemplo, os que deixam de responder. Esta variação imprevista tende a pesar mais nas classificações mais inferiores. A conclusão segura é que ranking de reputação não pode ser aceito pelo “face value”;

O World University Ranking do THE lida com treze indicadores, a maior parte deles quantificáveis, em contra partida ao de reputação. Nenhuma universidade brasileira despontou entre as 100 top até o presente neste ranking.

Rogério Meneghini é diretor científico da SciELO e especialista em rankings universitários

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