Prefeitura de Tibagi/Divulgação
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Análise: Mudança foi para adaptar, não para transmitir conteúdo

'Para que se aprenda conhecimento, antes esse estudante deve saber como ouvir e até como perguntar', diz professora da PUC

Neide Noffs, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2015 | 03h00

Quando houve a mudança do ensino fundamental de oito para nove anos, houve também uma alteração de referência na educação. A ideia inicial era tirar a criança da rua e orientar os pais a pôr o aluno mais cedo na escola. Com isso, o estudante passaria a ter uma melhor adaptação ao ensino fundamental e à rotina da escola. Não se trata do simples acréscimo de tempo - do contrário, poderiam ter ampliado o ensino médio, por exemplo. 

Este ano a mais fez com que o estudante passasse por essas duas etapas tão diferentes - educação infantil e ensino fundamental - de maneira mais suave. Antes, havia uma ruptura muito grande entre elas. Agora há uma continuidade: o estudante é adaptado à rotina de estudos mais cedo. Passou a vivenciar, de fato, o que é ter um professora, o que são as disciplinas. É nessa etapa que o aluno está mais interessado em aprender. A expectativa deste sistema é a da adaptação, não da sistematização de conhecimentos. Não se aborda, por exemplo, o conteúdo complexo da História. Mas, para que se aprenda conhecimento, antes esse estudante deve saber como ouvir e até como perguntar.” 

NEIDE NOFFS É PROFESSORA DA PUC-SP

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