ANÁLISE: 'Direito precisa ser colocado em prática'

Ensino de alunos surdos deve ser feito por profissionais bilíngues, que usam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como idioma de interlocução - e não o português

Ana Claudia Balieiro Lodi*,

30 Maio 2013 | 09h54

Discussões sobre a educação de surdos em nosso País não são novas. Hoje, diferentes sentidos são atribuídos ao conceito de educação bilíngue e, na maioria das vezes, eles se distanciam de seus principais princípios.

É direito da criança surda iniciar sua escolarização desde a educação infantil. Além disso, alunos surdos precisam conviver com seus pares. É importante também a presença de professores e funcionários surdos na própria escola.

O processo de ensino-aprendizagem deve ser feito por profissionais bilíngues, que usam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como idioma de interlocução - e não o português. Os conteúdos escolares devem contemplar aspectos socioculturais dos surdos, o que não é observado nos livros utilizados.

A educação bilíngue para surdos é um direito que precisa ser reconhecido também na prática.  

 

* É professora da Faculdade de Flosofia, Ciências e Letras da USP em Ribeirão Preto

 

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