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Análise: Condições para o ensino público melhorar no Estado

'Muitas turmas precisarão ser abertas para cumprir a norma de garantir a matrícula de todos os jovens de até 17 anos'

Priscila Cruz, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2016 | 03h00

A distribuição etária está mudando no Brasil e, claro, também no Estado de São Paulo. Há menos jovens em idade para cursar o ensino médio hoje do que antes. E esse foi um dos principais argumentos do governo estadual paulista para a reorganização da rede, iniciada no ano passado e, até o momento, adiada após as ocupações. Se o Estado mais rico do País já tivesse universalizado

as matrículas de jovens de 15 a 17 anos, esse argumento seria válido. Entretanto, 245 mil jovens dessa faixa etária estão fora das salas de aula. Assim, muitas turmas precisarão ser abertas para cumprir a norma constitucional de garantir a matrícula de todos os jovens de até 17 anos.

Outros indicadores também apontam para a necessidade de ampliação da rede, como a carga horária diária dos alunos. De acordo com o Plano Estadual de Educação (PEE), recentemente aprovado pela Assembleia e que aguarda sanção do governador, a educação integral deverá ser ofertada a 25% dos alunos da educação básica pública paulista e, em 2015, somente 4,4% das matrículas de ensino médio da rede paulista eram em tempo integral.

O mesmo vale para a necessária ampliação da educação profissional integrada ao ensino médio, que hoje representa apenas 3,1% das matrículas da rede pública paulista nesta etapa.

De acordo com o PEE, São Paulo deverá criar condições para um aumento de 220 mil matrículas nessa modalidade até 2024. Em vez de fechamento de escolas, devemos falar sobre ampliar a oferta em quantidade e com qualidade.

PRISCILA CRUZ É PRESIDENTE EXECUTIVA DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO

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