João Bittar/MEC
João Bittar/MEC

Análise: ação é boa, mas falta melhorar carreira

'O conceito de mentoria é estratégia importante em outros países que já logram sucessos expressivos na área'

Priscila Cruz*, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 04h00

A nova política, ainda que tímida, aponta em uma direção correta e alinhada a pontos-chave para o avanço da qualidade da formação docente, fundamental para garantirmos a tão distante aprendizagem a todos os alunos. Vale destacar a articulação entre centros formativos e redes de ensino, um itinerário formativo no ensino médio e a residência pedagógica.

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Esta última iniciativa, embora careça de mais detalhes de como será implementada, é importante para aproximar a formação teórica no ensino superior do trabalho prático de salas de aula. 

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Se ela se basear de fato no formato do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), como foi dito pela pasta, os alunos de licenciatura terão acesso à realidade de forma supervisionada, permitindo que os futuros professores elaborem estratégias para os desafios pedagógicos ainda nos anos acadêmicos junto a mentores com experiência. Outro ponto positivo é o aprofundamento de laços entre a pesquisa acadêmica e a didática dos docentes.

O conceito de mentoria é estratégia importante em outros países que já logram sucessos expressivos na área, como no caso da Inglaterra, destaque no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que aposta no preparo de graduandos com o auxílio de tutores.

Apesar dos pontos positivos, é fundamental avançarmos em outros tópicos: criar uma política que articule referenciais de atuação docente bem definidos, planos de carreira estruturados, melhores condições de trabalho nas escolas e melhores formas de atratividade para a carreira. Além disso, falta esclarecer como se dará a adequação e a regulação das licenciaturas e pedagogias em relação ao novo patamar formativo. 

*PRISCILA CRUZ É PRESIDENTE DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO

 

 

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