Análise: '5 problemas da divulgação dos resultados do Ideb'

Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, elenca problemas do primeiro dia de divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 

O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2014 | 17h17

• A imprensa não recebeu os dados embargados, o que gerou muita correria para os repórteres na hora de escrever as matérias, muitos rankings e pouca qualidade na cobertura.

• Os dados por escola não foram divulgados em uma planilha. Isso gerou poucas informações sobre as boas práticas que possuímos no país.

• Os resultados da Prova Brasil na escala Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) não foram divulgados. Com isso, se tornou mais difícil fazer uma boa análise, principalmente para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio. O olhar sobre a escala nos permite ver o que os alunos não estão aprendendo, e até inferir o que anos finais e ensino médio estão agregando para os alunos.

• Os rankings para o ensino médio. Além de a maioria deles desconsiderar que a avaliação de proficiência para a etapa é amostral, não se atentou que em uma etapa com taxas de reprovação e abandono mais altas as mudanças no ranking, em muitos casos, aconteceram por melhoras na aprovação, sem avanços na proficiência em língua portuguesa e matemática.

• Pouco foco na equidade e na contextualização dos resultados. Praticamente não se discutiu como o Ideb é influenciado por muitos fatores, com destaque para o nível socioeconômico dos alunos. Atualmente estão sendo construídos vários indicadores de contextualização no Inep, como um propriamente de nível socioeconômico, um de adequação da formação docente e um de complexidade da gestão. Indicadores como esses fizeram muita falta na divulgação. 

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