Alunos protestam contra fechamento do câmpus da PUC-SP

Festival da Cultura Canábica, programado para esta sexta, motivou reitor a cerrar as portas da universidade

Ocimara Balmant, Especial para O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2011 | 18h32

Cerca de 30 alunos que organizavam o Festival da Cultura Canábica, programado para esta sexta-feira, 16, resolveram protestar no final da tarde contra a atitude do reitor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Dirceu de Melo, que fechou o câmpus Monte Alegre para evitar a realização do evento.

O ato de protesto consistiu em ligar uma caixa de som e deixar um microfone aberto para manifestações. "Não somos um bando de baderneiros", afirmou Marcel Segal, aluno do curso de Comunicação em Multimeios. "Queremos discutir legalização da maconha, que faz parte de toda população. Não existiria produção cultural e acadêmica se não existisse (a maconha)."

Dois dias antes da divulgação do ato do reitor de cerrar o câmpus para todas as atividades nesta sexta-feira, o Conselho Universitário da PUC-SP se reuniu na noite de quarta-feira para deliberar sobre o assunto.

A decisão desagradou não só os organizadores e simpatizantes do festival. O professor de Teologia Edin Abu Mansur faria parte de uma banca de doutorado e questionou a atitude. "Quanto vai custar agendar uma banca com cinco doutores de fora?", perguntou. "Isso está acontecendo porque não se fez nada nos últimos anos (ano que vem tem eleição para reitor)."

Além das atividades acadêmicas, a Clínica de Psicologia não atendeu pacientes, que se reuniram em frente ao local, sem saber o que acontecia.

Em geral, os alunos que pegaram o microfone para falar afirmaram que vão continuar promovendo festas no câmpus, mesmo sendo censurados.

 

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