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Alunos grevistas invadem reunião do Conselho Universitário na Unicamp

Protesto impediu que se chegasse a acordo; reitoria mandou docentes não insistirem em manter atividades

Ronaldo Faria, ESPECIAL PARA O ESTADO

02 Agosto 2016 | 21h57

CAMPINAS - A volta às aulas continua tumultuada na Universidade de Campinas (Unicamp), com professores e parte dos estudantes reivindicando a retomada de todas as atividades e outra parte dos alunos, sob orientação do Diretório Central, protestando contra o corte de ponto dos grevistas, determinado pela reitoria. Ontem, manifestantes invadiram reunião do Conselho Universitário (Consu), que analisava as reivindicações de trabalhadores e estudantes.

Os estudantes forçaram a entrada no local. Na sequência, fizeram um protesto no prédio. Por isso, não se chegou a nenhum consenso para terminar a greve. 

Quem frequenta o câmpus relata que há hoje na Unicamp um clima de embate dentro da comunidade acadêmica. Alunos mantêm alguns institutos e áreas ocupados, como o Ciclo Básico, enquanto professores têm tentado voltar à normalidade das aulas. 

Para evitar confrontos, a Unicamp orientou seus professores a não “insistir nem discutir” e cancelar ou suspender atividades acadêmicas, caso sejam impedidos por grevistas. Trabalhadores e alunos da universidade estão em greve desde maio e fizeram piquetes para evitar que aulas acontecessem. 

No primeiro semestre, os professores chegaram a combinar aulas em locais sigilosos para manter o cronograma de atividades e alguns deles chegaram a gravar vídeos para documentar invasões às salas de aula. Os grevistas alegam que todas as suas ações foram aprovadas em assembleias. “Nas dependências onde eventualmente acontecerem manifestações ou constrangimentos, pedimos a compreensão dos docentes para que não haja insistência ou discussão, suspendendo ou cancelando a atividade.” 

Queixa. Segundo a administração, a orientação é para que as atividades didáticas sejam reiniciadas com a garantia das “condições adequadas de funcionamento”. “É importante reafirmar enfaticamente o repúdio às situações de enfrentamento que nossa instituição testemunhou recentemente”, disse.

No dia 11 de julho, uma briga entre um professor e alunos terminou na delegacia. O docente de Física Ernesto Kemp tentava aplicar uma prova, e os alunos o impediam de entrar na sala, alegando que o conteúdo da avaliação não foi ensinado - por suspensão das atividades acadêmicas em função da greve. Duas alunas prestaram queixa no distrito policial por lesão corporal. / COLABOROU ISABELA PALHARES

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