GABRIELA BILO / ESTADAO
GABRIELA BILO / ESTADAO

Alunos e professores comemoram suspensão da reorganização

Presidente da Apeoesp cobrou publicação no DO; estudantes defendem continuidade das ocupações

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2015 | 18h35

SÃO PAULO - Por volta das 15h, cerca de 400 professores sindicalizados da Apeoesp, militantes de movimentos sociais e estudantes se reuniram na Praça Roosevelt, na região central da cidade, para comemorar o adiamento da reorganização escolar anunciado por Alckmin e a demissão do secretário de educação

Um grupo de músicos de escolas de samba animou o ato. De cima de um trio elétrico do sindicato, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, cobrou que o governo estadual publique a revogação da medida no Diário Oficial. Em assembleia, os presentes votaram pela realização de um ato na próxima quinta-feira, 10, na Avenida Paulista. 

"Vamos abrir 2016 debatendo a organização em cada escola. As escolas vão de forma organizada discutir a forma que tem que ser a saída", afirmou. Maria Izabel disse que a educação pública de São Paulo vive um "momento histórico" e condenou a "ofensiva policialesca contra os estudantes".

A presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer, disse que o governo Alckmin sofreu uma "derrota do movimento estudantil". 

"Os estudantes tomaram a luta para si. A gente não foi ouvido e por isso decidiu radicalizar. Ocupamos mais de 200 escolas para dizer que sem democracia a gente não ia aceitar", afirmou.

A militante disse que os estudantes vão participar de cada audiência pública e reunião para debater as novas propostas da gestão estadual para as escolas. Segundo Ângela, o "primeiro passo foi dado", em referência à demissão do secretário de Educação.

"Não vamos parar por aqui. Dia 10 tem ato e a gente ainda não sabe se vai desocupar as escolas".

A Guarda Civil Metropolitana chegou a apreender dois estudantes, um de 16 anos e outro de 21, alegando porte de maconha, por volta das 16h. Os guardas disseram que os jovens seriam levados ao 4° Distrito Policial, mas após pressão dos estudantes do ato, que barraram a passagem da viatura, e do setor jurídico da Apeoesp, que negociou a soltura, a GCM anotou o nome dos dois envolvidos e os liberou.

Às 16h30, professores e estudantes começaram a caminhar até o prédio da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, no centro da capital, onde encerraram o ato. No caminho, alguns estudantes subiram no trio elétrico da Apeoesp para defender a continuidade das ocupações até que o governo estadual desista em definitivo do fechamento das escolas. 

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