Alunos e funcionários da USP fazem manifestação no Cruesp

Grupo faz ato para pressionar reunião entre conselho de reitores e entidade que representa sindicatos de universidades estaduais

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 15h17

SÃO PAULO - Cerca de 100 alunos e servidores da Universidade de São Paulo (USP) fizeram concentração com tambores e faixas no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na região central da capital paulista, desde o início da tarde. Por volta das 14h55, eles bloquearam três faixas da via, sentido Consolação, e, às 15h20, começaram a marchar em direção à sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), na Rua Itapeva,onde às 16h haverá uma reunião que pode pôr fim à greve que já passa dos 100 dias. Os manifestantes aguardaram a chegada de funcionários e alunos da Unesp, da Unicamp e de unidades do interior da USP. Apenas a faixa de ônibus estava liberada.

O encontro na Rua Itapeva será realizado entre o conselho e o Fórum das Seis - entidade que representa o sindicato de professores e trabalhadores da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na reunião, será decidido se essas instituições aceitam a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de conceder aos trabalhadores um reajuste salarial de 5,2%, além de um abono de 28,6% pago de uma só vez para compensar o período descoberto desde a data-base da categoria.

Os reitores ainda discutirão um conjunto de demandas dos grevistas que foram apresentadas nesta segunda-feira, 8, à reitoria da USP, em um documento. Eles pedem que as universidades briguem por um aumento de repasse do  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 10,5% - o valor atual é de 9,57%.

Outra reivindicação é de que a reposição do trabalho pelos dias de greve seja feita apenas no que ficou acumulado, sem pagamento de horas. Segundo os sindicalistas, a reposição de carga horária seria uma forma de "penalizar"  a paralisação.

Nesta quarta-feira, 10, ocorre nova reunião de conciliação no TRT entre servidores da USP e representantes da reitoria - a universidade foi a única a judicializar a greve, diferentemente da Unicamp e da Unesp. 

Já na quinta-feira, 11, assembleia dos trabalhadores discutirá o que for determinado nesta terça-feira pelo Cruesp e poderá dar fim à paralisação.

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